Governo da Venezuela confirma morte de policial rebelde Oscar Pérez

Caracas, 16 jan (EFE).- O ministro do Interior da Venezuela, Néstor Reverol, confirmou nesta terça-feira a morte de Oscar Pérez, o inspetor da polícia científica (CICPC) que comandou uma rebelião contra o governo chavista, durante a operação para capturá-lo lançada ontem pelas forças de segurança na qual morreram outras oito pessoas.

Segundo o ministro, informações oferecidas por dirigentes da oposição que participam das negociações com o governo do presidente Nicolás Maduro permitiram localizar Pérez na casa do popular bairro de Junquito, na capital venezuelana, onde o policial foi abatido.

Pérez, de 36 anos, estava na clandestinidade desde junho do ano passado, quando atacou com granadas de um helicóptero do CICPC dois edifícios oficiais em Caracas.

O agente - que reivindicou a ação e tinha gravado vários vídeos ameaçando derrubar Maduro - liderou no mês passado o assalto a um quartel militar, de onde o grupo sob seu comando roubou armas após subjugar os soldados e recriminar sua lealdade ao chavismo.

"Apesar de todas as tentativas de conseguir uma rendição pacífica e negociada, este grupo terrorista fortemente armado iniciou de maneira astuciosa, mal-intencionada, um enfrentamento com os órgãos de segurança, gerando lamentavelmente duas vítimas fatais das forças de segurança", disse Reverol.

Segundo este balanço, oito policiais nacionais se encontram gravemente feridos como consequência da troca de tiros.

Além disso, a operação contra Pérez e sua "célula terrorista" terminou com a detenção de seis pessoas, entre elas duas mulheres.

Os detidos são acusados de participar do assalto ao quartel militar e de colaborar com a logística e o financiamento - que de acordo com Reverol viria do exterior - desta ação.

Segundo o ministro, as autoridades venezuelanas capturaram Pérez graças às informações obtidas na "entrevista recente que ofereceu (...) a um veículo de imprensa internacional", em referência ao canal americano "CNN".

"Além disso, no marco do diálogo pela paz, alguns dirigentes políticos deram informações importantes sobre a suposta localização deste grupo terrorista que nos levou a um lugar na paróquia El Junquito da capital", disse Reverol.

Governo e oposição têm aberto um processo de negociação para buscar uma saída para a crise do país e voltarão a se reunir nesta quinta-feira na República Dominicana.

"Diante de uma agressão que põe em risco a vida e integridade dos funcionários, procedemos, com os protocolos definidos, para neutralizar o grupo agressor, com o lamentável saldo de sete terroristas mortos", disse Reverol sobre a operação contra Pérez, que foi tachada de "execução" por críticos do governo.

Antes de ser abatido, o policial publicou vários vídeos nas redes sociais nos quais aparecia ferido e manifestava às forças de segurança seu desejo de se entregar pacificamente.

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