Holanda diz que caças russos interceptados em seu território queriam provocar

Haia, 16 jan (EFE).- Os dois caças-bombardeiros russos Tupolev Tu-160, conhecidos como "Blackjack", que foram interceptados ontem sobre as águas do Mar do Norte, tinham a intenção de "provocar e colocar a toda prova" os rivais da Rússia na Europa Ocidental, disse nesta terça-feira a ministra da Defesa da Holanda, Ank Bijleveld.

"Este incidente demonstra que a ameaça aumenta pelo menos ligeiramente do lado leste. É uma forma de dissuasão e provocação, e de dar uma olhada de vez em quando" afirmou a ministra em declarações ao jornal holandês "Telegraaf".

Bijleveld garantiu que a Holanda não está "preocupada" com este incidente porque o espaço aéreo está "bem monitorado", apesar de os Tu-160 terem capacidade para transportar mísseis nucleares.

Os dois aviões de combate foram interceptados ontem por dois caças F-16 belgas perto das Ilhas Frísias no Mar do Norte, na chamada área de responsabilidade holandesa no espaço aéreo da Otan.

Os F-16 acompanharam os "Blackjack" rumo ao Reino Unido, onde os aviões de combate britânicos assumiram a escolta.

Bijleveld acrescentou que o sistema utilizado por Holanda, Bélgica e Luxemburgo para proteger o espaço aéreo do Benelux, denominado Quick Reaction Alert, "funcionou muito bem" na segunda-feira.

Atualmente, a Bélgica é responsável por supervisionar o espaço aéreo em todo o Benelux, em alternância com a Holanda, segundo um acordo entre esses dois países e Luxemburgo assinado em 2017.

Os casos de aviões russos que se aproximam ou invadem o espaço aéreo da Otan por um curto período de tempo, e sem avisar sobre o seu plano de voo, aumentaram nos últimos meses.

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