Irã denuncia "conspiração" americana contra integridade territorial da Síria

Teerã, 16 jan (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, denunciou nesta terça-feira uma "conspiração" americana contra a integridade territorial da Síria e a segurança na região, após a iniciativa de Washington de criar com as milícias curdo-sírias uma nova força em zonas fronteiriças.

"O plano que os americanos recentemente tiveram em mente para a Síria é contrário às normas internacionais e uma conspiração contra a integridade territorial e a segurança da Síria e da região", afirmou Rohani, segundo um comunicado da Presidência.

Além disso, o líder iraniano ressaltou, durante uma reunião em Teerã com o presidente do Parlamento sírio, Hamuda Sabag, que o Irã sempre apoiou o governo e o povo sírio, e assim continuará fazendo.

O Irã apoiou desde o início do conflito o regime sírio de Bashar al Assad com assessores militares e milicianos xiitas, tanto na luta contra os grupos terroristas como contra a oposição armada.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã também criticou hoje o plano da nova força apoiada pelos Estados Unidos como uma "flagrante ingerência" nos assuntos internos da Síria.

Segundo o porta-voz da Chancelaria, Bahram Qasemi, esta iniciativa "complica a crise síria, cria mais instabilidade e põe fogo no país".

O porta-voz pediu aos EUA que "mudem seu enfoque intervencionista e destrutivo na região e retire suas forças da Síria o mais rápido possível", segundo as declarações publicadas pelos veículos oficiais.

Qasemi lembrou que o Irã, junto com a Rússia e a Turquia, tentou encontrar uma solução ao conflito sírio mediante as conversações de paz de Astana e a criação de zonas de distensão.

Rússia e Turquia, assim como o governo de Damasco, também criticaram o novo plano dos EUA e das milícias curdo-sírias.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou hoje que seu país atacará "amanhã ou depois de amanhã" as forças curdas aliadas dos EUA no norte da Síria.

A ideia de Washington e das Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada por milícias curdas, é criar um corpo de 30 mil combatentes que se desdobrará em áreas fronteiriças da autoproclamada administração autônoma curdo-síria.

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