Piñera elogia "valentia" do papa ao pedir perdão por abusos da Igreja

Santiago do Chile, 16 jan (EFE).- O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, elogiou nesta terça-feira a atitude "valente" do papa Francisco ao mostrar "dor e vergonha" pelos abusos sexuais a crianças cometidos por membros da Igreja Católica.

"Foram cometidos muitos abusos durante muito tempo e a Igreja não reagiu com a força na oportunidade que devia. O papa reconhecer e pedir perdão é um bom sinal", declarou Piñera, que assumirá a Presidência em março.

No discurso perante as autoridades no primeiro ato de sua visita ao Chile, o pontífice disse hoje que era "justo pedir perdão" e acrescentou que sentia "dor e vergonha" perante o "dano irreparável" causado às crianças vítimas de abusos sexuais por parte do clero chileno.

A respeito, o presidente eleito manifestou que certas atitudes de religiosos "prejudicaram muitas crianças", por isso que destacou a mea culpa do papa.

Piñera, que recebeu uma medalha de presente de Francisco, considerou que o que foi dito pelo pontífice no seu discurso, que teve um enfoque humanista e social, é o que pretende pôr em prática durante seu segundo mandato presidencial.

"O papa Francisco nos entregou uma mensagem de alegria, paz e unidade. Das palavras que disse hoje recupero esse sentido da transcendência da vida, (porque) muitas vezes o mundano ruído nos afasta do que é real e transcendente", apontou.

E acrescentou que ele quer ser "um presidente que reconhece as diferenças" e que possa impulsionar uma convivência em comum.

"As palavras de papa interpretam fielmente o espírito do nosso país", disse o presidente eleito, que pediu "que esse espírito não se esgote com a partida do papa ao Peru, mas que permaneça no país". EFE

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