Presidente da Romênia designa primeiro-ministro interino após crise política

Bucareste, 16 jan (EFE).- O presidente da Romênia, Klaus Iohannis, designou nesta terça-feira o ministro de Defesa, Mihai Fifor, para o cargo de primeiro-ministro interino, após a demissão ontem à noite de Mihai Tudose forçado pelo seu próprio Partido Social-Democrata (PSD).

"Nomeei Mihai Fifor como primeiro-ministro interino", declarou Iohannis em uma breve coletiva de imprensa na qual anunciou que a partir de amanhã convocará os partidos para uma rodada de consultas para estudar a designação de um novo premiê.

O Comitê Executivo do PSD voltou a se reunir nesta manhã para propor um novo chefe de Governo definitivo, que deverá ser confirmado posteriormente por Iohannis.

"Esta situação à qual chegamos não me satisfaz e me preocupa. Um ano após as eleições, já temos dois Governos do PSD fracassados", prosseguiu o chefe de Estado, que pediu que "insegurança política não se traduza em instabilidade política".

A demissão de Tudose ocorre na véspera da histórica visita na Romênia do premiê japonês, Shinzo Abe, que deveria se reunir com seu colega romeno, agora demitido.

Tudose renunciou depois que o comitê executivo do PSD retirou sua confiança após um enfrentamento com o chefe do partido, Liviu Dragnea.

As relações entre ambos políticos voltaram a se deteriorar há alguns dias depois que Tudose pediu, sem sucesso, a demissão da sua ministra de Interior, Carmen Dan, após a detenção de um policial acusado de pedofilia, cujas ações parecem ter sido escondidas por seus superiores durante anos.

Muito próxima a Dragnea, Dan ignorou o pedido do premiê, que lhe acusou de ter mentido em suas explicações sobre um caso que comoveu o país.

Desta maneira, a Romênia perde seu primeiro-ministro pela segunda vez em menos de sete meses, após a renúncia de Sorin Grindeanu também por um conflito com Dragnea, que não pode ser premiê por uma condenação a dois anos de prisão condicional por fraude eleitoral.

Desde que chegou ao poder há 13 meses, o PSD viveu os protestos mais importantes desde a queda do comunismo em 1989 por aprovar pela via urgente em fevereiro um decreto lei que pretendia suavizar as leis contra a corrupção.

Apesar os protestos, o Parlamento romeno, com maioria de centro-esquerda, adotou no mês passado uma polêmica reforma da Justiça que reduzirá a independência dos juízes e limitará o trabalho dos promotores anticorrupção, segundo os especialistas.

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