Promotoria dinamarquesa acusa inventor por homicídio de jornalista sueca

Copenhague, 16 jan (EFE).- O Ministério Público dinarmaquês acusou nesta terça-feira formalmente o inventor Peter Madsen pelo homicídio da jornalista sueca Kim Wall, desaparecida em agosto no submarino fabricado por ele e cujos restos cortados em pedaços foram achados nos últimos meses.

O promotor Jakob Buch-Jepsen informou que no julgamento, que começará em março, pedirá prisão perpétua ou, custódia - pena prorrogável indefinidamente para rés perigosos -, após o exame mental ao qual Madsen foi submetido pelo Conselho de Medicina Legal.

A acusação admite que não sabe como Wall morreu, ainda que considera como hipótese mais provável decapitação ou estrangulamento.

O homicídio ocorreu após "planejamento prévio", apontou em um comunicado o promotor, que também acusou Madsen de tratamento indecente do corpo por esquartejá-lo, relações sexuais sem incluir coito e de duas violações graves da lei sobre segurança marítima.

"É um caso nada usual e extremo com trágicas consequências para Kim Wall e sua família. O interesse é muito grande, mas pedimos compreensão à imprensa porque o resto de provas serão apresentadas perante o Tribunal", afirmou Buch-Jepsen.

A polícia tinha finalizado a busca no Mar Báltico na semana passada após ter encontrado de forma separada a cabeça, os braços, o tronco do corpo humano e as pernas, todos com tubos de metal fixados para fazer peso; e desistiu de encontrar os celulares de ambos e possíveis utensílios usados.

O julgamento começará em 8 de março e a sentença deve ser ditada em 25 de abril.

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