Abbas denuncia que decisão de Trump sobre Jerusalém causou 30 mortes

Cairo, 17 jan (EFE).- Desde a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre Jerusalém, 30 pessoas morreram, 7.000 ficaram feridas e mais de mil foram presas por sua resistência a essa medida, assegurou nesta quarta-feira no Cairo o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

O governante palestino fez estas declarações na jornada inaugural de uma conferência internacional para apoiar Jerusalém, organizada pela instituição Al Azhar, entidade de referência para o islã sunita.

Em seu discurso na abertura da conferência, Abbas afirmou que "o dia da liberdade chegará" e que os EUA já perderam seu papel de mediador no conflito palestino-israelense ao declarar Jerusalém como capital israelense.

Abbas salientou que essa decisão "desafia descaradamente os sentimentos de centenas de milhões de muçulmanos e cristãos e é um alinhamento flagrante aos crimes israelenses e sua violação" contra o território palestino.

Além disso, criticou a incapacidade da comunidade internacional, que, segundo Abbas, ficou comprovada pelo fato de que não ter sido efetuada nenhuma das resoluções a favor da causa palestina aprovada pela ONU.

De 1947 até hoje, segundo ressaltou, foram elaboradas 705 resoluções da Assembleia Geral e 86 decisões do Conselho de Segurança da ONU.

"Para que então todas estas decisões? Se já recorremos à plataforma mais elevada do mundo, que é a ONU, onde mais querem que vamos?", lamentou.

Ainda assim, afirmou que os palestinos não recorrerão "ao terrorismo e à violência" e continuarão defendendo suas reivindicações de forma "pacífica".

Abbas também declarou que os palestinos reduziram suas exigências e agora querem "apenas 22%" do território da "Palestina histórica", mas, no entanto, "nem sequer aceitam isto".

O líder palestino reiterou que "Jerusalém é capital eterna da Palestina" e sem este reconhecimento "não haverá paz na região nem no mundo todo".

A conferência organizada pela Al Azhar conta também com a participação do secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abulgueit, e centenas de representantes de religiões muçulmanas, cristãs e judaicas.

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