Chefe de gabinete da Casa Branca mostra otimismo sobre acordo migratório

Washington, 17 jan (EFE).- O chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, disse nesta quarta-feira estar otimista sobre a possibilidade de o Congresso chegar a um acordo para proteger os "sonhadores", jovens imigrantes que chegaram ao país quando crianças, mas não quis cravar uma data para solucionar a questão.

"Acredito que o acordo sobre o Daca (Programa de Ação Diferida para os Chegados na Infância) será resolvido pelo Congresso. Ambos os partidos concordaram em se reunir em um grupo menor e propor o que acreditam ser o melhor. Depois, certamente, isso (o pacto) será apresentado ao presidente", disse Kelly.

As negociações sobre o acordo migratório que visa solucionar a situação de mais de 800 mil jovens que podem ser deportados sem a proteção do Daca estão ligadas à aprovação de um novo orçamento federal antes da próxima sexta-feira.

Caso o Congresso não aprove novos recursos para financiar o governo, a prestação de serviços pode ser paralisada.

Os democratas querem condicionar a aprovação do orçamento ao acordo migratório, mas a Casa Branca defende um projeto de lei de curto prazo para financiar as despesas federais.

No entanto, o senador republicano Lindsey Graham disse hoje não concordar com a proposta do governo, já que esta seria a quarta vez que o Congresso aprovaria um orçamento de curto prazo sem realizar avanços na questão migratória.

Um grupo de seis senadores, três republicanos - entre eles Graham - e três democratas, chegaram a um princípio de acordo que querem apresentar como projeto de lei, mas a Casa Branca criticou o texto, apesar de ele conter muitas das propostas de Trump.

Um dos artigos da proposta bipartidária prevê o fim da chamada loteria de vistos, que hoje distribui 50 mil vistos anuais. Metade deles passaria a ser destinada às pessoas que foram afetadas pelo fim de outro programa, o Status de Proteção Temporária (TPS).

Quando os senadores explicaram a mudança a Trump, o presidente reagiu chamando países como El Salvador e Haiti de "buracos de merda", segundo o jornal "The Washington Post".

O vazamento das declarações do presidente colocou as negociações em xeque. Os democratas já tinham até aceitado destinar recursos à construção de um muro na fronteira com o México, uma das principais promessas de campanha de Trump.

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