Holanda expulsa diplomata da Eritreia por ameaças a refugiados de seu país

Haia, 17 jan (EFE).- O governo da Holanda declarou nesta quarta-feira como "persona non grata" o alto representante do escritório diplomático da Eritreia no país depois que este teria obrigado refugiados eritreus a pagarem impostos e a manifestarem arrependimento por terem deixado a nação africana.

Em uma carta ao parlamento, o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Halbe Zijlstra, garantiu que a expulsão do funcionário é "um poderoso sinal diplomático" enviado às autoridades da Eritreia contra a arrecadação do chamado "imposto à diáspora" através da "intimidação e da coerção".

O representante diplomático da Eritreia, Tekeste Ghebremedhin Zemuy, pediu em dezembro aos eritreus solicitantes de asilo na Holanda que pagassem impostos a seu país de origem se quisessem obter os documentos governamentais necessários para tramitar o pedido.

A Eritreia não tem uma embaixada física em Haia, apenas um escritório diplomático que seguirá oferecendo atendimento para os 20 mil eritreus que vivem em território holandês, que fugiram da repressão e da opressão do regime do ditador Isaias Afewerki.

A última vez em que a Holanda utilizou esta medida excepcional foi em 2011, com a expulsão do embaixador sírio como protesto contra os crimes do regime de Bashar al Assad.

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