Jovem palestina seguirá em prisão israelense até realização de julgamento

Beitunia (Cisjordânia), 17 jan (EFE).- Um juiz militar de Israel estendeu nesta quarta-feira a prisão preventiva para a adolescente palestina Ahed Tamimi, que aparece agredindo soldados israelenses em um vídeo, até que seu julgamento seja realizado no dia 31 de janeiro.

"As provas contra ela são sólidas", disse o juiz, que considera a menor de 16 anos "perigosa" e autora de um "delito ideológico", por isso decidiu mantê-la na prisão, assim como sua mãe, Nariman.

Tamimi foi detida em uma operação policial noturna em sua casa em Nabi Saleh, no território ocupado da Cisjordânia, quatro dias depois da divulgação de um vídeo no qual ela empurra e bate em dois soldados israelenses no quintal de sua casa.

No dia seguinte, foi a vez de sua mãe ser detida, cujo julgamento será em 6 de fevereiro, e também sua prima Nour, mas esta foi liberada após pagamento de fiança,

Visivelmente preocupada, Ahed chegou com pés e mãos algemados ao tribunal militar israelense de Ofer, na Cisjordânia, onde ouviu as respostas do juiz, que na segunda-feira solicitou 48 horas para decidir sobre a libertação, ou não, da menor de idade.

Sua mãe também se dirigiu à sala do tribunal, onde havia delegações diplomáticas e veículos de imprensa internacionais devido à repercussão da detenção de Ahed, vista como um símbolo contra a ocupação israelense dos territórios palestinos.

O juiz defendeu que, durante a detenção, não ocorreu "nada inadequado" e fez uma pergunta retórica sobre prisão preventiva que foi interpretada pela defesa como um "castigo": "Podemos obter o propósito da detenção de forma alternativa?".

A advogada de defesa, Gaby Lasky, considera que Israel está utilizando o caso para "dissuadir a resistência à ocupação", já que os Tamimi são uma família conhecida de ativistas, e manifestou seu desacordo com as 12 acusações contra as quais sua cliente será julgada, que incluem fatos anteriores à prisão.

O exército confirmou que a adolescente é acusada de atacar as forças de segurança em cinco ocasiões, atirar pedras, participar de manifestações violentas, ameaças e incitação.

A mãe da jovem palestina, que é alvo de cinco acusações, também foi indiciada por atacar oficiais e soldados israelenses, participar de manifestações com sua filha e incitar outros através do Facebook a cometer "ataques terroristas", explicou o exército israelense em um comunicado militar.

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