Pelo menos 9 budistas são mortos durante protesto no estado de Rakhine

Bangcoc, 17 jan (EFE).- Pelo menos 9 budistas morreram e 12 ficaram feridos após disparos da polícia para reprimir um protesto no sudoeste de Mianmar, palco da perseguição da minoria muçulmana rohingya, afirmou nesta quarta-feira a imprensa local.

Alguns manifestantes foram baleados no abdômen e nas pernas, disse um parlamentar do estado de Rakhine, U Tun Thar Sein, ao portal de notícias "Irrawaddy".

Os agentes dispararam contra a multidão quando os manifestantes cercaram ontem à noite uma delegacia em Mrauk-U, uma histórica cidade em Mrauk-U, depois que as autoridades proibissem uma convocação popular, informou à "Epa", uma agência de notícias de propriedade da Efe.

Os feridos foram transferidos para o hospital de Sittwe, capital do estado.

Os manifestantes protestavam contra a proibição por parte das autoridades dos atos de comemoração da perda do antigo reino budista de Mrauk-U, nesse estado, que em 1785 foi ocupado pelas tropas de Mandalay, sede então da monarquia de Mianmar.

Vizinho de Bangladesh, Rakhine está habitado em sua maioria pela etnia de mesmo nome, budista como a bamar, a maioria no país com aqueles que apesar de compartilhar a religião mantêm historicamente um relacionamento tenso.

Em Rakhine, um dos estados mais pobres de Mianmar, também habita a minoria muçulmana rohingya, vítima de uma campanha de limpeza étnica por parte do Exército, de acordo com a ONU.

Essa perseguição forçou a fuga de mais de 700 mil rohinyas no último ano e meio para a vizinha Bangladesh, onde permanecem como refugiados.

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