Diálogo entre governo da Venezuela e oposição é adiado

Santo Domingo, 18 jan (EFE).- A nova rodada do diálogo entre o governo venezuelano e a oposição prevista para esta quinta-feira na capital da República Dominicana foi adiada para uma nova data, que será decidida nesta quinta-feira, informou em uma entrevista coletiva o porta-voz da Chancelaria dominicana, Hugo Beras.

O chanceler dominicano, Miguel Vargas, se reunirá hoje em Santo Domingo com o ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e com os chanceleres da Nicarágua e da Bolívia para marcar um novo encontro para o diálogo.

O porta-voz da Chancelaria, que não ofereceu detalhes sobre as causas do adiamento, apontou que nem a delegação do governo venezuelano nem a da oposição chegaram até o momento a Santo Domingo.

Vários veículos de imprensa venezuelanos informaram ontem à noite que a oposição não compareceria hoje a esta reunião em rejeição às declarações do ministro de Interior, Néstor Reverol, que acusou os opositores de vazar informações sobre o paradeiro de Óscar Pérez, um ex-policial rebelde que morreu na segunda-feira em uma operção das Forças Armadas contra ele.

A oposição venezuelana reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD) publicou também uma carta dirigida ao presidente dominicano, Danilo Medina, anfitrião do diálogo, na qual pede para "tomar devida nota" deste assunto e "fazer um chamado a respeito entre as partes".

Na segunda-feira, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que com esta reunião daria "a última oportunidade à oposição", ultimato que foi rejeitado pelo deputado Simón Calzadilla, membro da delegação opositora nas negociações com o governo chavista.

Os pontos centrais para a oposição neste diálogo são conseguir garantias eleitorais para as eleições presidenciais previstas para 2018, a abertura de um canal humanitário que permita o envio de remédios e alimentos, a liberdade dos "presos políticos" e a restituição dos poderes constitucionais que foram retirados do Parlamento.

Por sua vez, o governo exige a suspensão das sanções econômicas sobre alguns dos seus funcionários e o reconhecimento da Assembleia Constituinte, um órgão plenipotenciário integrado somente por chavistas e não reconhecido por vários governos.

As conversações, que contam com o auspício do presidente dominicano, Danilo Medina, e de Zapatero, também têm como países observadores México, Chile, Bolívia, Nicarágua e São Vicente e Granadinas.

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