Ex-motorista de Pablo Escobar é considerado culpado por fraude

Miami, 17 jan (EFE).- Michael "Mickey" Munday, piloto do falecido traficante colombiano Pablo Escobar, foi considerado, nesta quarta-feira, em Miami (Estados Unidos), culpado por fraude postal como parte de uma rede de contrabando e roubo de aproximadamente 150 veículos.

Munday, de 72 anos, teve cinco acusações estava acusado de cinco cargos de fraude postal e um de conspiração para cometer este crime, que ocasionaram perdas aos bancos por mais de US$ 1,7 milhão, informou a Promotoria dos Estados Unidos.

Durante o julgamento, a acusação apresentou vídeos e publicações nas redes sociais que mostravam Munday se gabando de sua experiência passada como traficante de drogas e se "vendeu" como um professor na hora de escapar da lei.

Munday, que passou uma década na prisão por acusações relacionadas com o transporte de cocaína, foi em 2006 um dos personagens centrais do documentário "Cocaine Cowboys", dos cineastas Billy Corben e Alfred Spellman, sobre as guerras contra o tráfico de drogas em Miami durante os anos 1970 e 1980.

O condenado e nove cúmplices, que se declararam culpados de acusações similares, se apropriaram de forma fraudulenta dos veículos e defraudavam por correio seus proprietários e os bancos que possuem os empréstimos.

A sentença de Munday, que pode pegar mais de 20 anos por cada uma das acusações, está programada para o próximo dia 29 de março, afirmou a Promotoria do Distrito Sul da Flórida.

Foi observado que Munday convencia os proprietários que estavam atrasados com seus pagamentos que lhe entregassem seus veículos por somas de dinheiro, fazia execuções ilegais e realizava transporte secreto de automóveis roubados através de companhias de reboques.

Enquanto os veículos estavam escondidos, outro dos cúmplices enviava pelo correio avisos de impostos falsos e fraudulentos exigindo milhares de dólares em serviços de reboque inexistentes para os proprietários dos veículos e titulares reais dos empréstimos.

Após leilões fictícios, os cúmplices "limpavam" os respectivos títulos de automóveis, removendo fraudulentamente os titulares legítimos.

Os carros eram depois vendidos para outro cúmplice no negócio atacadista a preços inferiores ao valor de mercado.

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