Guerra obrigou 700.000 civis a fugir do Sudão do Sul em 2017, segundo a ONU

Juba, 18 jan (EFE).- Cerca de 700.000 cidadãos fugiram do Sudão do Sul para acampamentos de refugiados em Estados vizinhos durante o ano de 2017 por causa da guerra na qual o país está afundado desde 2013, informou nesta quinta-feira a ONU.

Em um comunicado, o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) esclareceu que mais de 70% desses cidadãos fugiram do país na primeira metade do ano passado, após a retomada dos combates nos estados de Alto Nilo (nordeste), Jonglei e nas regiões de Ecuatoria, no sul.

O escritório da ONU indicou que a maioria dos civis fugiu para Etiópia, Uganda, Quênia e Congo "por medo dos assassinatos e ataques" por causa da sua etnia.

Segundo as estimativas do OCHA, mais de quatro milhões de pessoas se deslocaram dos seus locais de origem no país.

Entre eles, 1,9 milhão estão residindo em acampamentos de deslocados dentro do país e mais de dois milhões residem em campos de refugiados em países vizinhos.

O conflito no Sudão do Sul explodiu em dezembro de 2013 entre as forças do presidente, Salva Kiir, da etnia dinka, e as de seu ex-vice-presidente Riek Machar, da tribo nuer.

Ambas partes alcançaram um acordo de paz em agosto de 2015 que levou à criação de um governo de unidade nacional, mas em julho de 2016 a violência ressurgiu.

O novo acordo de cessação de hostilidades entrou em vigor no último dia 24 de dezembro, mas desde então o governo denunciou que os ataques continuaram e novos grupos armados se formaram.

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