Papa pede estatuto especial que preserve Jerusalém como "lugar de paz"

Roma, 18 jan (EFE).- O papa Francisco pediu um estatuto especial que preserve a vocação de "lugar de paz" de Jerusalém além das questões territoriais, em uma carta ao ímã da Universidade de Al Azhar, no Cairo, divulgada nesta quinta-feira pela Santa Sé.

"Desde este momento asseguro que não cessarei de invocar a Deus para a causa da paz, de uma paz verdadeira, real", escreveu o pontífice na carta, dirigida ao ímã dessa importante instituição sunita, Ahmed Al Tayeb, que recebe uma conferência em apoio a Jerusalém.

Francisco, que se encontra em viagem no Chile, disse que reza para que as autoridades "se empenhem em evitar novas espirais de tensão e em apoiar todo o esforço para fazer prevalecer a concordância, a justiça e a segurança para as pessoas desta Terra abençoada".

Por sua vez, a Santa Sé "não cessará de reclamar com urgência a necessidade de uma recuperação do diálogo entre israelenses e palestinos para uma solução negociada, dirigida a uma coexistência pacífica de dois Estados dentro de fronteiras concordadas entre os mesmos e internacionalmente reconhecidas".

Tudo isto, ressaltou, "no pleno respeito da peculiar natureza de Jerusalém, cujo significado vai além de qualquer consideração relativa às questões territoriais".

Na opinião do pontífice, "só um estatuto especial, também garantido internacionalmente, poderá preservar a sua identidade, a sua vocação única de lugar de paz que inspiram os Lugares Santos, bem como o seu valor universal, permitindo um futuro de reconciliação e esperança para toda a região".

Francisco tem se manifestado em várias ocasiões sobre este tema desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou sua decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, rompendo décadas de consenso internacional, segundo o qual seu status final deve ser estipulado por ambos Estados em um processo de paz.

Além disso, o papa manteve contatos, entre outros, com o presidente palestino, Mahmoud Abbas; o rei da Jordânia, Abdullah II, e com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, a quem receberá no Vaticano no próximo dia 5 de fevereiro.

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