Trump minimiza desentendimento com chefe de gabinete e faz elogios

Washington, 18 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta quinta-feira um aparente desentendimento que teve com o seu chefe de gabinete, John Kelly, por comentários feitos ontem sobre o muro na fronteira com o México, um conflito que a Casa Branca negou.

"Ele é ótimo. Está fazendo um trabalho estupendo. Acho que o general Kelly está fazendo um trabalho realmente estupendo. É um cara muito especial", disse Trump aos jornalistas ao chegar a uma fábrica de tratores na Pensilvânia para fazer um discurso.

Questionado sobre se ele se incomodou com o fato de Kelly dizer a legisladores que o presidente não estava bem informado sobre a imigração quando fez as promessas de campanha relativas ao muro com o México, Trump disse que o seu assessor não fez tal fala.

"Não, ele não disse isso. Não disse isso da forma que você está dizendo", alfinetou.

Kelly afirmou ontem, em uma reunião com legisladores democratas e depois em uma entrevista à rede "Fox News", que Trump não estava "completamente informado" quando fez algumas promessas em 2016 e que a sua opinião sobre o muro "evoluiu" desde então. A imprensa americana disse hoje que Trump ficou "furioso" quando soube o que Kelly tinha dito, mas o porta-voz adjunto da Casa Branca, Raj Shah, negou essa versão.

"O presidente está irritado com a cobertura da imprensa sobre a entrevista, e por tirar de contexto os comentários do chefe de gabinete. A sua única frustração é com os meios de comunicação, e disso se tratava-se o tweet (desta manhã). Eles têm uma grande relação, e isso continua", disse ele.

Shah acrescentou que o chefe de gabinete, que nos últimos anos foi secretário de Segurança Nacional e chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, "entende muito bem" o tema de imigração e "seguirá falando sobre as ideias do presidente" a respeito.

Em uma série de postagens pela manhã, Trump negou ter mudado de opinião sobre o muro, insistiu que o México pagará pelo projeto e acusou o país vizinho de ser "o país mais perigoso do mundo ".

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