Exílio venezuelano pede criação de campos humanitários no Brasil Colômbia

Miami, 19 jan (EFE).- Grupos do exílio venezuelano, acompanhados pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, pedirão neste sábado, em um evento nos Estados Unidos, que os governos de Brasil e Colômbia criem campos humanitários para os venezuelanos que fogem da crise no país na região de fronteira.

Pablo Molina, um dos líderes da Coalizão pela Venezuela Uma Só Voz (CIPV), disse à Agência Efe que a ideia é "formalizar" os acampamentos que já existem nas fronteiras dos dois países com o território venezuelano, melhorando assim o fornecimento e distribuição de ajuda, e a atuação das instituições internacionais e das organizações de caridade.

A coalizão e cerca de 20 grupos se uniram à iniciativa, coletando ajuda e assinatura para pedir aos governos de Brasil e Colômbia para socorrerem os venezuelanos que fugiram do país desta forma.

Em um evento em Doral, uma cidade próxima à Miami com grande população venezuelana, os grupos solicitação publicamente ajuda aos presidentes do Brasil, Michel Temer, e da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Medina explicou que a iniciativa foi apresentada em dezembro a Almagro, que se comprometeu a tratar do tema.

O ativista lamentou que haja venezuelanos dormindo nas ruas e nas praças na Colômbia e no Brasil. Os acampamentos, segundo ele, serviriam como uma base para que seus compatriotas recebam os primeiros auxílios de organizações humanitárias.

A ideia é fornecer alimentos e remédios para os milhares de venezuelanos que estão saindo do país para tentar sobreviver.

Medina indicou que, no entanto, a solução é um paliativo para a crise venezuelana e que a comunidade internacional deve lutar pela abertura de um canal humanitário para levar ajuda aos que permanecem na Venezuela.

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