Indepedentistas propõem Puigdemont como candidato à presidência da Catalunha

Barcelona, 19 jan (EFE).- O grupo político 'Lado a lado pela Catalunha' (JxCat), criado em torno do ex-presidente regional catalão Carles Puigdemont, propôs nesta sexta-feira o político independentista ao presidente o Parlamento regional, Roger Torrent, como candidato a presidir o governo autônomo dessa região espanhola.

Torrent concluiu hoje a rodada de reuniões com todos os grupos com representação parlamentar antes de designar um candidato para que a Câmara local catalã eleja o presidente do governo (Generalitat) regional, em um plenário de posse que será realizado nos últimos dias de janeiro.

Nas eleições de 21 de dezembro do ano passado, Puigdemont liderou a lista do JxCat, o grupo independentista com mais deputados (34), seguido dos republicanos de esquerda (ERC), com 32, ainda que o vencedor das eleições tenha sido o Ciudadanos, liberais contrários à independência, que conseguiu 36 cadeiras.

A porta-voz do JxCat, Elsa Artadi, explicou que o grupo informou a Torrent que seu candidato é Puigdemont, "como não pode ser de outra maneira".

Elsa também afirmou que "pressupõe" que o presidente do Parlamento levará a candidatura ao debate de posse, já que conta com o apoio dos deputados do JxCat e do ERC (republicanos de esquerda independentistas).

Hoje mesmo, o deputado do ERC Raül Romeva, após a reunião com o presidente do Parlamento catalão, reafirmou o apoio do seu partido a Puigdemont, mas não confirmou se aprovará uma posse à distância.

Segundo Romeva, na reunião as partes não chegaram a avaliar "a forma", se por videoconferência ou não, com que Puigdemont pretende ser empossado como presidente, já que "não corresponde a nós decidir", matizou.

Puigdemont é o candidato de consenso dos independentistas, embora seu grupo ainda não tenha fechado com ERC a fórmula de posse à distância por conta das dúvidas legais entre os republicanos, além de essa opção ter sido rejeitada pelos letrados do parlamento regional.

A respeito do método que seria usado para a posse à distância, Elsa declarou que há reuniões de juristas de ambos os grupos e apontou que "até que não tenhamos avançado mais, não nos inclinaremos por uma opção ou outra".

O JxCat estuda também alegar a "imunidade" de Puigdemont como deputado para que ele não seja detido quando retornar à Espanha.

Por outro lado, o porta-voz do governo central espanhol, Íñigo Méndez de Vigo, afirmou que "não existe possibilidade política alguma" de o Parlamento catalão tomar decisões à margem da lei, em referência à futura eleição do presidente do Executivo dessa região. EFE

nac/cs

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos