Macron afirma que sua agenda pró-europeia precisa de Alemanha ambiciosa

Paris, 19 jan (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta sexta-feira que sua agenda pró-europeia necessita uma Alemanha "com ambição europeia" e confiou no pró-europeísmo dos social-democratas alemães, que decidirão se negociam uma nova grande coalizão encabeçada pela chanceler Angela Merkel.

Macron, que deu uma entrevista coletiva conjunta com Merkel hoje no Palácio do Eliseu, declarou que a "ambição" que leva seu programa europeu há de "conjugar-se com a ambição alemã".

O encontro entre ambos, o primeiro desde que se anunciou um pré-acordo para a reedição da grande coalizão alemã entre os conservadores da chefe de governo e a oposição social-democrata do SPD, esteve centrado no futuro da Europa e suas prioridades.

As consequências para a política europeia do congresso de domingo dos social-democratas alemães, no qual se deve referendar esse polêmico pré-acordo, ocupou o interesse midiático na rodada de perguntas.

"O meu fervor europeu e concepção de uma Europa forte não depende da decisão de outro partido politico, ainda que espero que o SPD abra caminho para iniciar as conversas", destacou a governante, cujo futuro politico depende em grande medida desse congresso.

Macron preferiu não avaliar "assuntos de política interna de um país amigo", ainda que tenha ressaltado o compromisso europeu mostrado tanto no conteúdo do pré-acordo como no próprio SPD alemão.

Devido ao ponto morto nas negociações do novo Executivo alemão, os dois governantes optaram pela prudência e não detalharam as propostas que têm para fortalecer a União Europeia (UE).

Para Macron, o importante é "saber aonde a Europa quer ir", pois, uma vez definido esse ponto, se encontrarão os meios para chegar.

O presidente da França reiterou seu plano de uma Europa "que protege", "com mais soberania" em assuntos como Defesa, novas tecnologias e o meio ambiente.

"É preciso construir a partir das convergências. Assim construímos sempre a Europa", opinou.

Por sua parte, Merkel focou tanto na estabilidade da zona do euro, alegando que esta última "deve estar na vanguarda da competitividade", como nas fronteiras da UE, que em sua opinião "não estão protegidas".

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