Namíbia responde comentário depreciativo de Trump com sátira em vídeo

Nairóbi, 19 jan (EFE).- A Namíbia faz uma sátira do comentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que supostamente se referiu a vários países africanos como "buracos de merda", com um vídeo que já tem centenas de milhares de visualizações nas redes sociais no qual é feito um convite para a visitar "um país de merda".

"Bom dia, Trump America! Se alguma vez desejar abandonar seu belo e perfeito país e vir a um verdadeiro país de merda na África, gostaríamos de convidá-lo à Namíbia de merda", começa o vídeo, publicado pela agência de viagens namibiana Gondwana Collection.

A voz da narração, que imita a de Trump em tom de piada, afirma que "a vida aqui é dura, mas a merda da Namíbia tem mais de 300 dias de sol por ano".

"Temos um belo lago subterrâneo que até parece com um buraco de merda, o lago Oshikoto", brinca o vídeo, ao mesmo tempo que projeta bonitas imagens do local.

"Na verdade, a Namíbia é um país tão merda, que transformamos 42% dela em várias áreas de preservação, onde os animais selvagens de merda podem andar livremente", continua.

Além disso, a agência de viagens utiliza fotografias do deserto namibiano enquanto o chama de "uma merda de lugar" onde não chove há dois milhões de anos, "o deserto de merda mais antigo do mundo".

O vídeo também faz uma crítica à postura do presidente americano quanto à mudança climática: "Mas graças a você não se preocupar com a mudança climática, isto pode terminar em breve, e poderemos ter muita chuva enquanto o resto de países de merda do mundo queimam ou congelam completamente".

A sátira, publicada na semana passada pela Gondwana Collection, já recebeu quase 900 mil visitas em seu perfil do Facebook e mais de 300 mil reproduções no YouTube.

"Vocês são mais do que bem-vindos a visitar o país de merda número um da África, conhecido por seu presidente como 'Nambia'", finaliza o vídeo, em referência a como Trump chamou o país em setembro do ano passado em um encontro com líderes africanos, no qual falou do potencial "empresarial" local, já que tem "muitos amigos" que vão lá "tentar ficar ricos".

A polêmica começou no dia 11 de janeiro, quando o jornal "The Washington Post" divulgou que Trump tinha chamado El Salvador, Haiti e vários países africanos de "buracos de merda" e sugeriu que preferia receber nos EUA mais imigrantes da Noruega ao invés de cidadãos dessas nações.

Apesar de o presidente americano negar a veracidade dessas afirmações e acusar a oposição democrata de ter inventado o rumor, a Casa Branca tinha já tinha recebido duras críticas de órgãos como a ONU.

A União Africana e vários governos do continente tacharam os comentários de "racistas" e "surpreendentes", "dada a realidade histórica de como muitos africanos chegaram aos EUA como escravos". EFE

av/cs

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