ONU defende maior aliança na Ásia Central para solucionar conflito afegão

Nações Unidas, 19 jan (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU alertou nesta sexta-feira para os riscos provocados pelo conflito no Afeganistão e defendeu uma aliança mais firme entre os países da Ásia Central para tentar solucionar a questão.

Por iniciativa do Cazaquistão, que preside neste mês o Conselho de Segurança, o principal órgão de decisão das Nações Unidas discutiu hoje a situação no Afeganistão em uma perspectiva regional.

Como conclusão, os 15 países que fazem parte do Conselho de Segurança divulgaram uma declaração na qual apoiam os "esforços conjuntos dos países da região para promover uma zona de paz, cooperação e prosperidade".

O Conselho de Segurança da ONU também elogiou a ideia de intensificar a cooperação dentro da Ásia Central em todos os setores, incluindo o combate ao tráfico de drogas, as ações contra o terrorismo e a gestão das fronteiras dos países da região.

"Toda a comunidade internacional tem algo em jogo na paz. Para a estabilidade e o desenvolvimento do Afeganistão, os países da Ásia Central têm um papel particularmente importante", disse durante a reunião o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O ex-primeiro-ministro de Portugal indicou que a região, sem saída para o mar, precisa de uma cooperação eficaz para poder avançar, elogiando as últimas iniciativas nesse sentido após décadas nas quais o comércio entre os países tinham caído a níveis mínimos.

O ministro de Relações Exteriores do Cazaquistão, Kairat Abdrakhmanov, defendeu o processo de integração na Ásia Central e disse confiar que um maior diálogo e conexão sejam capaz de ajudar a superar os problemas compartilhados pelos países.

O chanceler cazaque destacou como uma das principais ameaças atuais o aumento da presença de grupos terroristas no norte do Afeganistão, em particular membros do Estado Islâmico (EI).

O combate ao terrorismo também é prioridade para as potências. Rússia e Estados Unidos insistiram na questão na reunião.

"Não vamos permitir que o Afeganistão sirva de santuário para terroristas como foi antes de 11 de setembro de 2011", destacou o subsecretário de Estado dos EUA, John Sullivan.

O diplomata americano pediu que países como o Paquistão façam mais contra o terrorismo. Neste mês, os EUA decidiram suspender auxílios ao país por considerar que o governo local não está fazendo o suficiente para combater os talibãs e outros grupos.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou que o norte do Afeganistão está se transformando em um "campo de treinamento" para o terrorismo internacional.

Apesar de considerarem como fundamental dar sequência à luta contra os terroristas, EUA e Rússia destacaram hoje que o conflito não pode ser resolvido pela força e confiaram que o governo do Afeganistão e os talibãs possam negociar um acordo.

O conflito do Afeganistão é um dos principais pontos da agenda do Conselho de Segurança neste mês. Os embaixadores dos países-membros do órgão visitaram o país no último fim de semana para analisar no local a situação e reiterar o apoio à paz.

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