Dois médicos holandeses da MSF sequestrados na RDC são libertados

Kinshasa, 20 jan (EFE).- Os dois trabalhadores da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) de nacionalidade holandesa que foram sequestrados na quinta-feira em Kivu do Norte, no noroeste da República Democrática do Congo (RDC), foram libertados, informou neste sábado à Agência Efe a organização.

"Nossos dois colegas sequestrados foram achados e estão de volta", confirmou a porta-voz do MSF em Kinshasa, Francine Kongolo, que não deu detalhes sobre o estado de saúde de ambos.

Os dois médicos holandeses viajavam em um comboio desde Ihula, na província de Kivu do Norte, quando caíram em uma emboscada dos rebeldes das Forças Democráticas para a Liberdade de Ruanda (FDLR), segundo o governador da província, Julien Paluku.

As FDLR, integradas por membros do antigo Exército ruandês e da milícia hutu ruandesa Interahamwe (responsáveis pelo genocídio de 1994) foragidas na RDC, estão muito presentes na zona, fronteiriça com Ruanda, onde semeiam o terror entre a população civil com constantes assassinatos em uma região rica em minérios e outros recursos naturais.

No ano passado, na mesma zona, três trabalhadores do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) foram sequestrados em maio e libertados poucos dias depois e outros dois em junho pelo grupo rebelde Mai Mai Mazembe, uma força que luta para tirar os rebeldes hutus das FDLR.

Além disso, em março foram achados os corpos de dois especialistas das Nações Unidas na zona, a sueco-chilena Zaida Catalàn e o americano Michael Sharp, que tinham desaparecido uns dias antes com seu intérprete congolês e três motoristas enquanto investigavam abusos aos direitos humanos na capital provincial de Kasai-Central, Kananga.

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