Turquia informa a EUA, Rússia e Irã sobre ataque a Afrin na Síria

Istambul, 20 jan (EFE).- As autoridades da Turquia mantiveram contato com seus interlocutores de Estados Unidos, Rússia e Irã para informá-los sobre a operação iniciada neste sábado contra as milícias curdas no cantão de Afrin, no extremo noroeste da Síria.

Antes da operação, o chefe do Estado-Maior da Turquia, Hulusi Akar, telefonou para seus equivalentes americano, Joseph Dunford, e russo, Valery Gerasimov, segundo a agência turca "Anadolu".

Além disso, o Ministério das Relações Exteriores turco convocou os encarregados de negócios das embaixadas americana, russa e iraniana, para informá-los sobre a operação, acrescentou a agência.

Por outro lado, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, telefonou para o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlüt Çavusoglu, para conversar sobre a operação na Síria, de acordo com a "Anadolu".

As forças armadas da Turquia assinalaram em um comunicado que a operação está voltada unicamente contra "refúgios, posições, armas e veículos de terroristas" e que as tropas terão o máximo cuidado para não causar danos a civis.

As organizações-alvo da intervenção são as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção do Povo (YPG, na sigla em curdo), que Ancara considera terroristas pelos seus vínculos com o Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK), uma guerrilha considerada terrorista pelo governo turco, e o Estado Islâmico, diz a nota militar.

A emissora de televisão "CNNTürk" destacou a "curiosa" inclusão do Estado Islâmico entre os alvos a serem combatidos, pois a milícia jihadista, arqui-inimiga das YPG, não tem presença em Afrin.

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