Acordo para repatriação de rohingyas contempla participação da ONU

Daca, 21 jan (EFE).- O acordo entre Bangladesh e Mianmar para a repatriação de 688 mil rohingyas chegados ao primeiro país desde agosto contempla a participação da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e outros organismos em "todo" o processo, segundo Daca.

"Para garantir que o retorno seja voluntário, Bangladesh incorporou cláusulas para a participação da Acnur e outras organizações internacionais relevantes em todo o processo de retorno", indicou neste domingo o Ministério de Relações Exteriores de Bangladesh em comunicado.

O anúncio foi feito pelo ministro A.H. Mahmood Ali, durante um encontro com a comunidade diplomática em Daca, no qual também afirmou que Bangladesh "está trabalhando atualmente com a Acnur neste sentido", segundo a nota.

O ministro disse que o Governo fez todo o possível para que o acordo com Mianmar garanta uma repatriação "segura, voluntária, digna e sustentável" e lembrou que Naypyidaw concordou em implementar as recomendações feitas em agosto pela comissão do ex-secretário geral da ONU Kofi Annan.

A comissão propôs abordar os direitos dos rohingyas para resolver a violência sectária no estado birmanês de Rakain, com medidas como acelerar o processo de verificação da cidadania e considerar a concessão da nacionalidade por naturalização.

Os dois países asiáticos acordaram em 23 de novembro a repatriação dos 688 mil rohingyas que, segundo o último censo divulgado pela ONU, chegaram desde agosto passado a Bangladesh fugindo da violência em Mianmar.

De acordo com o pacto, o processo de repatriação tinha que começar no prazo de dois meses desde a assinatura do acordo e, segundo os avanços desta semana, será dado um prazo de dois anos desde seu início.

O Governo de Bangladesh anunciou na terça-feira, após uma reunião do Grupo de Trabalho Conjunto em Naypyidaw, que Mianmar considerará o retorno daqueles que se encontram em terra de ninguém como uma prioridade e afirmou que foram incluídas modalidades para a repatriação de órfãos e crianças existentes sem documentação.

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