EUA pedem "contenção" à Turquia no norte da Síria para evitar morte de civis

Washington, 21 jan (EFE).- O governo dos Estados Unidos pediu neste domingo à Turquia que "exerça contenção" em suas operações militares contra as milícias curdas no enclave de Afrin, no extremo noroeste da Síria, para evitar baixas entre civis.

"Seguimos apoiando o planejamento das preocupações legítimas de segurança da Turquia como aliado na Otan e parceiro-chave no esforço para derrotar o Estado Islâmico (EI)", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

"No entanto, pedimos à Turquia que exerça contenção e ofereça garantias de que suas operações militares permanecem limitadas em alcance e duração, e sejam minuciosas para evitar baixas entre civis", enfatizou Nauert em um comunicado oficial.

Os Estados Unidos, insistiu a porta-voz, "estão muito preocupados com a situação no noroeste da Síria, especialmente a situação dos civis inocentes que agora enfrentam uma escalada da disputa".

O governo americano pediu "a todas as partes" que continuem "concentradas no objetivo central de derrotar o EI", e acrescentou que "agora é o momento de grandes nações trabalharem juntas para garantir uma estabilidade pacífica para o povo da Síria".

Pelo menos 18 civis morreram em Afrin nas primeiras 24 horas de ofensiva das forças da Turquia contra esta região controlada por milícias curdas, segundo os últimos números apresentados pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou hoje que espera que a Turquia termine logo sua ofensiva contra as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo) em Afrin.

Os primeiros soldados turcos, ao lado de milícias sírias aliadas da Turquia conhecidas como Exército Livre da Síria (ELS), entraram hoje no enclave de Afrin, confirmou o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim.

A operação começou no sábado e tem como objetivo "garantir a estabilidade e a segurança fronteiriça", indicou em um comunicado o Estado-Maior da Turquia.

O governo turco considera as YPG e o seu braço político PYD uma organização terrorista por seus vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), a guerrilha curda da Turquia.

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