Líder de frente do ELN morre em operação militar no centro da Colômbia

Bogotá, 21 jan (EFE).- O líder da companhia "Los Tropos" da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), conhecido como "Maikol", foi abatido em uma operação conjunta do exército e da polícia da Colômbia no departamento de Boyacá, no centro do país, informou neste domingo o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Santos explicou que o guerrilheiro morreu na mesma operação em que foi abatido Harvey Alberto Franco Holguín, de codinome "Arturo", chefe de outra frente do ELN, realizada ontem em Altamira, do município de Pisba, em Boyacá.

"Maikol", segundo afirmou Santos ao término de um conselho de segurança em Bogotá, é acusado de participar do assassinato de 11 militares e de um policial em um ataque da guerrilha ocorrido em outubro de 2015 na população de Güicán, também em Boyacá.

Além disso, o chefe guerrilheiro é apontado como mentor das ações do ELN contra a infraestrutura petrolífera do país após o término do cessar-fogo de 100 dias, que vigorou entre 1º de outubro de 2017 e 9 de janeiro deste ano.

Segundo as autoridades colombianas, a estrutura liderada por "Maikol" é um dos principais grupos de extermínio do ELN, apontado como responsável pelo assassinato de moradores dos departamentos de Arauca, Boyacá e Casanare, todos na fronteira com a Venezuela.

Por decisão do presidente Santos, o chefe da equipe de negociação de paz com o ELN, Gustavo Bell, retornou hoje ao Equador para retomar os contatos com o objetivo de conseguir um novo cessar-fogo com a guerrilha.

A decisão, segundo Santos, foi tomada após um pedido da ONU e de diferentes setores do país e do exterior para que os diálogos de paz sejam retomados.

O ELN também tinha expressado "disposição" de retomar os diálogos para "estabelecer um novo cessar-fogo" e avançar na fórmula e no desenvolvimento da participação da sociedade nas negociações de paz.

Segundo um relatório da FIP, um centro de pensamento independente, o ELN cometeu 24 ações desde que o cessar-fogo terminou, entre assassinatos, sequestros e ataques à infraestrutura petrolífera da Colômbia.

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