Manifestações contra Governo na RDC terminam com pelo menos dois mortos

Kinshasa, 21 jan (EFE).- Pelo menos duas pessoas morreram neste domingo por disparos da polícia quando tentava dispersar os manifestantes em Kinsasha, capital da República Democrática do Congo (RDC), durante a realização de marchas pacíficas que exigiam a realização de eleições, disseram testemunhas à Agência Efe.

Uma menor de 16 anos e um jovem de 30 anos morreram na capital da RDC em um dia de enfrentamentos nos quais as forças de segurança também lançaram bombas de gás para dispersar os manifestantes, deixando dezenas de feridos.

Os protestos, convocados pela oposição e párocos católicos, foram sufocados pelas forças de segurança em zonas como Kisangani, Bukavu e em Kalamu, segundo o portal local "Rádio Okapi".

Os manifestantes marcharam pelas ruas, após a celebração da missa católica da manhã, acompanhados pelos seus respectivos sacerdotes, onde cantaram canções religiosas e levaram cartazes que exigiam a realização de eleições, antes de serem dispersados.

O Governo do RDC tinha proibido qualquer tipo de manifestação "por alterar a ordem pública", e cortou desde a passada noite o acesso à internet.

Em 31 de dezembro, pelo menos oito pessoas morreram por disparos da polícia, sete deles em Kinshasa, quando sacerdotes e fiéis católicos se manifestaram no primeiro aniversário da assinatura do Acordo de São Silvestre, que exigia a realização de eleições antes que do término de 2017.

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