Milhares de pessoas tomam as ruas nos EUA no 2º dia da "Marcha das Mulheres"

Las Vegas (EUA), 21 jan (EFE).-Milhares de pessoas saíram às ruas neste domingo em várias de cidades dos Estados Unidos na segunda jornada da "Marcha das Mulheres" e que, neste ano, tem como motivação principal promover a participação das mulheres na política.

Ontem, os gritos em prol da igualdade de gênero que monopolizaram os protestos que coincidiram com o primeiro aniversário do mandato de Donald Trump. Hoje, as mensagens promoveram a mobilização política, em especial entre os democratas, já que neste ano acontecem as eleições legislativas de meio de mandato, que estão sendo consideradas um referendo sobre o atual presidente.

Desde o início da manhã, centenas de pessoas começaram a encher as arquibancadas do Estádio Sam Boyd, em Las Vegas, onde os organizadores convidavam as mulheres a se registrarem como eleitoras, já que nos EUA o voto não é obrigatório, e a se apresentarem como candidatas para cargos públicos.

Os organizadores da "Marcha das Mulheres "escolheram como sede especial da segunda jornada o estado de Nevada, um "swing-state", ou seja, que não tem tendência definida em relação aos dois principais partidos, e no qual a candidata democrata Hillary Clinton saiu com a vitória nas últimas eleições.

Após as manifestações de sábado, com grandes concentrações em cidades como Nova York e Los Angeles, e com uma oposição declarada à agenda do atual governo, as marchas de hoje apresentaram uma variedade de cartazes com mensagens em favor da inclusão e dos direitos de mulheres, dos imigrantes e dos integrantes da comunidade LGBT.

Em Miami, milhares de pessoas se concentraram hoje no bairro artístico de Wynwood, dentro da campanha "PowerToThePolls" ("Poder para as Urnas"), organizada para hoje no contexto das marchas..

Na arena multiuso Mana, mais de mil pessoas, segundo veículos de imprensa locais, se concentraram para promover o registro de eleitores e criticar a eliminação de numerosas normas de proteção ambiental promovidas pelo governo atual.

As marchas deste fim de semana nos Estados Unidos sobre os direitos das mulheres, que tiveram réplicas em nível global nas principais cidades do planeta, seguem o impulso das concentrações de 21 de janeiro de 2017, um dia após a posse de Trump como 45º presidente dos EUA.

Naquele dia, mais de 500 mil pessoas, entre elas muitas mulheres com roupas e lenços cor de rosa, tomaram Washington para mandar uma contundente mensagem de resistência ao magnata em seu primeiro dia como inquilino da Casa Branca.

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