MP da Guatemala ordena prisão de ex-candidato presidencial por caso Odebrecht

Cidade da Guatemala, 21 jan (EFE).- O Ministério Público da Guatemala e a Comissão Internacional Contra a Impunidade no país centro-americano (Cicig, na sigla em espanhol) emitiram uma ordem de detenção contra o ex-candidato presidencial Manuel Baldizón por seus possíveis vínculos com caso Odebrecht, informaram neste domingo as autoridades.

Após várias operações de busca e apreensão e a captura de quatro pessoas relacionadas com o ex-candidato, o MP e a Cicig explicaram em um comunicado que Baldizón tentou entrar nos Estados Unidos, "sem permissão legal para fazê-lo", e está sob custódia das autoridades migratórias americanas, que o deportarão "no menor prazo" possível.

Assim que for mandado de volta à Guatemala, o candidato que liderou as pesquisas nas eleições de 2015 e que ficou em segundo lugar no pleito de 2011 será preso, pois é acusado dos crimes de associação criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro e outros ativos.

Baldizón, no entanto, pediu hoje asilo político aos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores da Guatemala confirmou para a Agência Efe que ex-candidato solicitou asilo político às autoridades americanas por "temor" de retornar à Guatemala.

O visto e a documentação do ex-candidato estavam em ordem, mas o mesmo foi detido pelas autoridades americanas assim que chegou a Miami em um voo procedente da República Dominicana, "porque havia um aviso internacional", segundo o ministério guatemalteco.

Por outro lado, o MP guatemalteco e a Cicig também emitiram uma "ampliação da ordem de prisão" contra o também ex-candidato presidencial Alejandro Sinibaldi, que competiu em 2015 contra Baldizón pela plataforma do governante Partido Patriota, que já tinha alçado ao poder a dupla Otto Pérez Molina e Roxana Baldetti, que atualmente estão presos por corrupção.

Segundo um relatório do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht pagou US$ 788 milhões em propinas em pelo menos 12 países da América Latina, entre eles a Guatemala, para onde destinou US$ 18 milhões a funcionários e agentes públicos entre 2013 e 2015.

Este período corresponde ao governo do ex-presidente Otto Pérez Molina, no qual Sinibaldi exercia o cargo de ministro.

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