Ex-candidato presidencial da Guatemala teria recebido US$ 3,6 mi da Odebrecht

Cidade de Guatemala, 22 jan (EFE).- O ex-candidato à presidência da Guatemala Manuel Baldizón, preso no fim de semana em Miami, nos Estados Unidos, teria recebido pelo menos US$ 3,6 milhões da construtora brasileira Odebrecht.

Em uma entrevista a uma rádio local, a procuradora-geral do país, Thelma Aldana, disse que, de acordo com a primeira fase das investigações, Baldizón recebeu dinheiro da empresa brasileira.

"Temos conhecimento de três entregas de US$ 1,2 milhões cada uma", disse Aldana.

O procuradora explicou que foi um "colaborador" do Brasil que informou o Ministério Público da Guatemala sobre uma reunião entre Carlos Machado, funcionário da Odebrecht, com Baldizón e Alejandro Siniblaid, ex-ministro de Comunicações. Nesse encontro, foi acertado o pagamento de 7,5% do pacto inicial de US$ 19,7 milhões.

Aldana afirmou que encontrou nove pessoas que tiveram relação com o caso e que pediu quatro ordens de prisão. Três delas já foram cumpridas, incluindo a de Baldizón em Miami.

Os outros dois presos são o advogado de Baldizón, Diego Chacón Yurrita, e o empresário Jorge Eduardo Antillón Klüssmann, ambos acusados pelos crimes de associação ilícita e lavagem de dinheiro.

O empresário farmacêutico Carlos Antonio Batres Gil, que teria recebido US$ 4,9 milhões da Odebrecht, foi declarado foragido da Justiça.

A procuradora explicou que a Guatemala conta com apoio de Brasil, Suíça, Panamá e Antígua e Barbuda nas investigações.

Baldizón pediu asilo em Miami, sob argumento de que sofre uma perseguição política. Aldana considerou o pedido como uma "medida desesperada" do ex-candidato presidencial guatemalteco.

Baldizón, que foi candidato pelo Liberdade Democrática Renovada (Lider), foi preso em Miami quando aterrissou em um voo proveniente da República Dominicana.

A ordem de prisão contra Baldizón foi autorizada por um juiz após um pedido do Ministério Público e da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (Cicig).

Ele é acusado de ter cometido os crimes de associação ilícita, suborno passivo e lavagem de dinheiro.

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