Parlamento catalão propõe Puigdemont como candidato a presidente da região

Madri, 22 jan (EFE).- O presidente do parlamento da Catalunha, Roger Torrent, propôs nesta segunda-feira Carles Puigdemont, foragido da Justiça espanhola, como candidato à presidência do governo dessa região, cargo que será votado em um debate que acontecerá no final do mês.

Puigdemont fugiu para Bruxelas no último dia 30 de outubro, três dias depois que o parlamento autônomo catalão aprovou uma declaração de independência, que representou a cessação do Executivo que presidia e a dissolução da câmara regional.

Nos pleitos regionais do último dia 21 de dezembro os partidos independentistas alcançaram 70 das 135 cadeiras da câmara, o que lhes garante a maioria absoluta, embora a situação judicial de Puigdemont suscite dúvidas sobre como será candidato à presidência regional.

Torrent explicou hoje à imprensa que Puigdemont é o candidato que conta com "mais apoios" após a rodada de contatos que realizou nos últimos dias com os diferentes partidos representados na câmara regional.

Os pleitos foram vencidos pelo Ciudadanos (36 cadeiras), partido defensor da unidade da Espanha, mas os assentos conseguidos por essa legenda e seus eventuais aliados são insuficientes frente à maioria dos grupos independentistas.

Puigdemont tem "absoluta legitimidade" para ser candidato à presidência da região, segundo disse Torrent, que acrescentou que seu dever é "fazer tudo que esteja nas minhas mãos para assegurar que todos os deputados possam se expressar livremente como representantes da vontade popular".

O candidato foragido, que hoje está em Copenhague para dar uma conferência, avalia a possibilidade de uma posse à distância ou delegada, de modo que discurse através de videoconferência ou que seu discurso seja lido por outro parlamentar.

Torrent enviou uma carta ao presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, a quem pediu uma reunião para abordar a "situação anômala" no parlamento catalão por ter deputados na prisão ou na Bélgica, acusados de crimes como rebelião, insurreição e desvio de fundos.

"Neste momento precisamos explorar todas as vias possíveis para fazer da política e do diálogo um objetivo irrenunciável", declarou hoje o presidente da câmara, para quem a situação dos oito parlamentares na prisão ou na Bélgica faz com que se vejam vulnerados "seus direitos de representação e os dos cidadãos aos quais representam".

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