Pelo menos 26 milicianos curdos e 19 rebeldes pró-Turquia morrem na Síria

Beirute, 22 jan (EFE).- Pelo menos 26 milicianos curdo-sírios e nove rebeldes de facções sírias aliadas da Turquia morreram desde o início da ofensiva turca contra o enclave de Afrin, no noroeste do território sírio, disse nesta segunda-feira o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abderrahman.

"Não registramos nenhuma baixa nas fileiras do exército turco", indicou por telefone Abderrahman, apesar de ontem a principal milícia curdo-síria, as Unidades de Proteção do Povo (YPG), ter afirmado que matou quatro militares da Turquia.

Desde sábado, Afrin, uma região do noroeste da província síria de Aleppo e controlada pelas YPG, é alvo de uma campanha militar das forças armadas turcas, que estão apoiadas por grupos armados da oposição síria.

De acordo com os últimos dados do Observatório, pelo menos 22 civis perderam a vida desde o início da ofensiva turca em Afrin, enquanto outros dois morreram perto de Azaz, também em Aleppo e sob o domínio das facções rebeldes sírias aliadas da Turquia.

Abderrahman destacou que há também nove pessoas cuja identidade não foi possível esclarecer.

A Turquia, que batizou sua operação como "Ramo de Oliveira", tem como objetivo expulsar as YPG de Afrin e estabelecer uma zona de segurança de 30 quilômetros de distância desde a fronteira turca.

Ancara considera as YPG como uma organização terrorista, já que as vê como uma mera filial do grupo armado ativo em solo turco Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

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