Promotoria dinamarquesa mantém silêncio sobre ordem de detenção de Puigdemont

Copenhague, 22 jan (EFE).- A promotoria dinamarquesa se recusou a pronunciar-se sobre uma hipotética ordem de detenção europeia contra o ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, que chegou esta manhã à capital da Dinamarca para participar de um debate organizado pela Universidade de Copenhague.

A promotoria da Espanha pediu hoje ao Tribunal Supremo que curse o mandado europeu contra Puigdemont, foragido há três meses da Justiça espanhola e que é investigado pela sua relação com o processo independentista catalão.

"Não temos nenhum comentário sobre o caso", disse à Agência Efe Simon Gosvig, porta-voz da promotoria dinamarquesa.

Se o Supremo espanhol decidir reativar o mandado, Puigdemont seria detido pela polícia dinamarquesa e levado perante um juiz, e o procurador-geral da Dinamarca - responsável direto do caso - pediria então que fosse decretada sua prisão preventiva.

O procurador dinamarquês reivindicaria às autoridades espanholas o envio da documentação relacionada com o caso e, com base nisso, adotaria uma decisão, que pode ser apelada perante os tribunais.

Puigdemont chegou por volta das 8h20 (horário local, 5h20 de Brasília) ao aeroporto de Copenhague para participar de um colóquio na universidade organizada pelo departamento de Ciências Políticas sob o título de "Catalunha e Europa, em uma encruzilhada pela democracia?".

Na sua primeira saída da Bélgica desde que fugiu para esse país após deixar a Espanha, Puigdemont não deu declarações aos vários jornalistas que estavam no aeroporto para registrar sua chegada.

Puigdemont estava em Bruxelas há três meses, junto com quatro ex-conselheiros, e está sendo investigado pela Justiça espanhola pelos crimes de rebelião, insurreição e desvio de fundos, por ter encabeçado o processo separatista na Catalunha que terminou com a declaração unilateral de independência no último dia 27 de outubro.

No último dia 5 de dezembro, o juiz espanhol Plablo Llarena decidiu retirar as ordens europeias de detenção ditadas contra Puigdemont e os quatro ex-conselheiros que se encontram com ele em Bruxelas, mas manteve a advertência de prendê-los assim que entrarem na Espanha.

Nos planos do político catalão está também reunir-se amanhã com deputados dinamarqueses na sede do parlamento do país nórdico, segundo anunciou na sexta-feira Magni Arge, membro de uma legenda independentista do território autônomo das Ilhas Faroe.

Os partidos da coalizão do governo dinamarquês anunciaram que não participarão desta reunião, para não envolver-se em assuntos espanhóis nem dar a impressão equivocada que simpatizam com os separatistas catalães, segundo explicaram.

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