Puigdemont evita falar sobre sua possível volta à Catalunha

Copenhague, 22 jan (EFE).- O ex-presidente catalão Carles Puigdemont, proposto mais uma vez como candidato a liderar esse governo, evitou falar nesta segunda-feira sobre seu possível regresso à Catalunha ou sobre a decisão da Justiça espanhola de não reativar seu mandado de prisão.

Em um colóquio organizado pela Universidade de Copenhague em sua primeira viagem fora da Bélgica desde que fugiu da Espanha, uma jornalista dinamarquesa lhe perguntou pelos seus próximos passos e ele respondeu que amanhã dará explicações aos meios de comunicação, aos quais convocou para a frente do parlamento dinamarquês.

Segundo sua opinião, o debate de hoje não apareceria na imprensa se ele respondesse a questões recentes, como a decisão do presidente do parlamento da Catalunha, Roger Torrent, de apresentá-lo como candidato a presidir a região, ou a recusa do Tribunal Supremo a cursar um mandado europeu para detê-lo na Dinamarca, como pedia a Promotoria Geral da Nação.

Puigdemont, foragido da Justiça espanhola e acusado dos crimes de rebelião, insurreição e desvio, garantiu também que, por "respeito" à universidade e ao "interessante" debate realizado, preferia falar com a imprensa amanhã, quando deve reunir-se com deputados dinamarqueses na sede do parlamento.

Os partidos da coalizão do governo dinamarquês não participarão da reunião para não envolver-se em assuntos espanhóis nem dar a impressão equivocada que simpatizam com os separatistas catalães, segundo explicaram.

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