Puigdemont prevê Catalunha com governo em breve: "é hora de negociar"

Copenhague, 22 jan (EFE).- O ex-presidente catalão Carles Puigdemont afirmou nesta segunda-feira que "apesar das ameaças de Madri" as forças independentistas formarão um novo governo logo e defendeu que "é hora de negociar" e colocar um ponto final na "repressão".

"Madri precisa reconhecer que as forças independentistas ganharam as eleições que Rajoy convocou e o governo ilegítimo de Madri sobre a Catalunha deve acabar", manifestou Puigdemont, acusado por uma série de crimes pela Justiça espanhola por liderar o processo que culminou com a declaração unilateral de independência, em 27 de outubro.

Em discurso em inglês na Universidade de Copenhague, na primeira vez em que sai da Bélgica desde que deixou a Espanha, Puigdemont ressaltou o resultado das eleições de 21 de dezembro e advertiu que dizer aos catalães que eles não podem escolher o seu governo significa "que não há democracia na Catalunha" e que votar "inútil".

"O que está em jogo é a ideia de democracia em toda Europa, não só no meu país", enfatizou para uma sala lotada de participantes.

Puigdemont defendeu que em 21 de dezembro os catalães enviaram uma mensagem ao mundo - "não nos renderemos ao totalitarismo"- e disse acreditar que "em um dia, não muito distante", prevalecerá a vontade do povo e todos serão capazes de contar com um Estado, como o dinamarquês.

Segundo ele, a grande maioria dos catalães é "ainda pró-Europa", mas não é possível fechar os olhos aos "erros" da União Europeia. EFE

alc/cdr

(foto) (vídeo)

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