Procurador da trama russa interroga pela 1ª vez um secretário de Trump

Washington, 23 jan (EFE).- O procurador da trama russa, Robert Mueller, interrogou na semana passada o procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, que se tornou o primeiro membro do governo de Donald Trump em atividade a falar perante os investigadores.

Um porta-voz do Departamento de Justiça confirmou à Agência Efe que Sessions prestou depoimento ao procurador especial Mueller, que investiga os possíveis laços entre membros da campanha do presidente e do governo russo, o qual as agências de inteligência dos EUA acusam de interferir nas eleições de 2016.

Esta é a primeira vez que se confirma publicamente um encontro entre Mueller e um membro em ativo do Executivo de Trump.

Sessions, senador pelo Alabama durante 20 anos, foi um dos primeiros legisladores a apoiar Trump durante sua campanha para as eleições presidenciais de 2016, e se converteu em um dos seus assessores mais próximos em temas migratórios e de política externa.

Foi nomeado procurador-geral e, em março de 2017, teve que afastar-se da investigação sobre a suposta ingerência russa que tinha começado durante o governo do ex-presidente Barack Obama e que o Departamento de Justiça e o FBI estavam fazendo, já com Trump na Casa Branca.

O agora titular de Justiça teve que se afastar das investigações depois que foi revelado que tinha ocultado do Senado os encontros que teve durante a campanha com o então embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak, que também se reuniu com outros membros da campanha de Trump.

Legisladores democratas e republicanos expressaram uma grande contrariedade pelas omissões de Sessions e forçaram o procurador-geral a afastar-se da investigação da trama russa.

Justamente o fato de Sessions ter se afastado provocou a criação da figura do procurador especial, cargo ocupado por Mueller e que é independente de qualquer braço do governo dos Estados Unidos.

Perguntado pela Efe, um porta-voz do escritório de Mueller se recusou a comentar sobre o conteúdo do interrogatório de Sessions.

A investigação russa já resultou na apresentação de acusações contra quatro pessoas relacionadas com Trump: seu ex-assessor de segurança na Casa Branca, Michael Flynn; seu ex-chefe de campanha, Paul Manafort; seu "número dois" na campanha, Rick Gates; e o também ex-assessor George Papadopoulos, que trabalhou para o magnata durante as eleições.

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