Trump se reunirá em Davos com líderes de Israel, Ruanda e Suíça

Washington, 23 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá durante a visita desta semana ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, com os presidentes da Suíça, Alain Berset, de Ruanda, Paul Kagame, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou nesta terça-feira a Casa Branca.

Trump já tinha uma reunião programada com a primeira-ministro do Reino Unido, Theresa May, como adiantou o assessor de segurança nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, em entrevista coletiva.

O presidente americano chegará na manhã de quinta-feira a Davos para participar do Fórum Econômico Mundial. No mesmo dia, se encontra com May para conversar sobre o conflito na Síria e formas de corrigir o acordo nuclear com o Irã, segundo McMaster.

Trump alertou que restabelecerá em maio as sanções contra o Irã suspensas pelos EUA com base no acordo multilateral firmado em 2015 se os aliados europeus não negociarem com ele um pacto suplementar para impor novos limites às atividades atômicas de Teerã.

Também na quinta-feira, Trump se reunirá com Netanyahu para conservar sobre o "profundo compromisso" dos EUA com Israel, os esforços para resistir à influência iraniana no Oriente Médio e formas de chegar à "paz duradoura" na região.

No dia seguinte, Kagame, que neste mês assume a presidência temporária da União Africana, será recebido por Trump. Na pauta do diálogo, de acordo com McMaster, o objetivo do encontro é "reafirmar a relação entre os EUA e a África e discutir prioridades compartilhadas, como o comércio e a segurança".

Ruanda foi um dos países africanos que lamentou as declarações feitas por Trump durante uma reunião com senadores americanos. O presidente americano teria chamado Haiti, El Salvador e nações não identificadas da África de "buracos de merda".

Na sequência, Trump se reunirá com o presidente da Suíça, país anfitrião do Fórum Econômico Mundial, para falar sobre "investimentos bilaterais, crescimento econômico e inovação".

Por fim, Trump fará um discurso no evento, com uma mensagem de que os EUA estão "abertos para os negócios" e que é um "país competitivo" graças às políticas econômicas do governo, indicou o principal assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohn.

"As políticas do presidente levaram ao crescimento da bolsa e ajudaram a equilibrar as condições para as nossas empresas e trabalhadores", completou Cohn, destacando a aprovação da reforma fiscal que reduziu a cobrança de impostos das empresas no país.

"O presidente defenderá que a prosperidade dos EUA beneficia o mundo e que o governo está comprometido com o crescimento econômico mundial, mas mediante um comércio justo e recíproco, no qual os países prestam contas se não cumprirem as regras", disse o assessor.

O presidente americano será acompanhado por uma grande delegação do governo, mas não da primeira-dama, Melania, que desistiu da viagem por "assuntos de agenda".

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