EUA impõem novas sanções a empresas e indivíduos por apoio à Coreia do Norte

Washington, 24 jan (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira a imposição de novas sanções econômicas contra nove empresas, entre elas duas chinesas, e 16 indivíduos, vários deles radicados na Rússia e na China, por apoiarem o programa nuclear da Coreia do Norte e por violarem as resoluções impostas pela ONU contra o país.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse em comunicado que o governo americano seguirá punindo indivíduos e entidades que financiam o regime do líder norte-coreano Kim Jong-un e seu programa militar, incluindo pessoas consideradas como cúmplices nos esquemas para burlar as sanções já aplicadas ao país.

Entre as empresas sancionadas estão a Beijing Chengxing Trading Co. e a Dandong Jinxiang Trade Co, que supostamente exportaram quase US$ 70 milhões em bens à Coreia do Norte entre 2013 e 2017.

Grande parte dos indivíduos incluídos nas sanções trabalham para Korea Ryonbong General Corporation, que atua no fornecimento de materiais de defesas para o regime de Kim Jong-un. Muitos deles trabalham em várias cidades russas e chinesas.

Com a medida, cidadãos dos EUA estão proibidos de fazer transações financeiras com esses indivíduos e entidades. Além disso, os ativos que eles possam ter sob jurisdição americana estão congelados.

A ONU endureceu no fim de dezembro as sanções contra o regime de Pyongyang, limitando ainda mais o acesso do país a produtos petroleiros. Também foram vetadas as exportações do país em vários setores e cidadãos norte-coreanos que trabalham no exterior foram forçados a voltar para casa.

As medidas foram uma reação ao lançamento no fim de novembro de um míssil balístico de longo alcance, capaz de atingir qualquer ponto do território continental dos EUA.

Os EUA foram grandes defensores das novas sanções e conseguiram o apoio unânime dos outros 14 membros do Conselho de Segurança da ONU, incluindo da China e da Rússia.

O presidente americano, Donald Trump, tem reiterado que a China, principal aliada do regime de Kim Jong-un, precisa fazer mais para que as sanções internacionais sejam aplicadas de maneira eficiente. EFE

afs/lvl

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos