Macron defende proteção aos esquecidos da globalização

Davos (Suíça), 24 jan (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta quarta-feira a proteção dos esquecidos da globalização e, como tinha feito antes a chanceler alemã, Angela Merkel, criticou os partidos nacionalistas que veem como única solução o isolacionismo.

Em uma alocução no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Macron se mostrou a favor de promover a "competitividade e a inovação" através da educação e avisou que não há progresso fora da globalização.

"Lutei contra partidos nacionalistas que injetavam muitos medos", lembrou o presidente francês, que entendeu que muitos eleitores se inclinaram pela extrema-direita porque os governos anteriores tiveram resultados "muito ruins" em âmbitos como o emprego.

Macron, de 40 anos e há oito meses no poder, incidiu em sua agenda pró-europeia e afirmou que "a França não terá sucesso se a Europa não o tiver".

"Vamos redesenhar a nossa estratégia (europeia) daqui a dez anos. Temos uma responsabilidade frente a China e Estados Unidos", afirmou o presidente francês, que ressaltou que seu país "está de volta ao coração da Europa".

Segundo o chefe de Estado, não basta o crescimento econômico, porque este deixou de fora muitas pessoas, mas é preciso buscar o "bem comum", como a saúde e a educação, que guie os governos.

"Saberemos estabelecer um novo contrato global? Esse é o desafio que enfrentamos agora", expôs.

Macron defendeu a luta "contra a evasão de divisas" e pediu "uma estratégia global" sobre os impostos das empresas, e incentivou EUA e China a se coordenarem com a Europa a respeito.

O presidente francês também lembrou a necessidade de tributar corretamente os grandes conglomerados tecnológicos (Facebook, Apple e Google), acusados de evadir divisas ao declarar tributos em países com taxas mais baixas.

Macron criticou os governos que apostam em "fechar as fronteiras", pois para lutar contra fenômenos como o terrorismo e a imigração é necessário "cooperação internacional", e alertou sobre a danosa "fragmentação" que o protecionismo provoca.

Além disso, elogiou o compromisso de potências como a China com o pacto climático assinado em Paris em 2015, do qual o governo dos EUA anunciou que se retirava.

Macron pediu mais cooperação internacional, multilateralismo e mais diplomacia para lutar contra problemas como o terrorismo e os conflitos com o Irã e com a Coreia do Norte.

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