Denúncias por agressões sexuais disparam na França depois de caso Weinstein

Paris, 25 jan (EFE).- As denúncias por estupros e agressões sexuais na França, que estavam caindo nos três primeiros trimestres de 2017, dispararam no último devido ao caso do produtor de cinema americano Harvey Weinstein.

O ministro do Interior francês, Gérard Collomb, reconheceu hoje que "há um efeito Weinstein", ao comentar em uma entrevista à emissora de rádio "Europe 1" as estatísticas do crime do ano passado divulgadas pelo seu ministério.

Collomb especificou que o aumento, em qualquer caso, vem de antes, e o vinculou também aos programas de sensibilização nas delegacias e porque a polícia "leva em conta essa problemática".

No ano passado foram contabilizadas 16.400 denúncias de estupros na França, o que significa alta de 12% em relação a 2016, mas o ritmo de aumento foi significativamente superior no quarto trimestre (de 17,9%, com 4.400).

No caso das agressões sexuais, no conjunto do ano foram declaradas 24 mil, com alta de 9,8%. Nos três últimos meses do exercício houve 6.800, com uma progressão do 31,5%.

O Ministério do Interior indicou que no ano passado houve 825 vítimas de homicídios no país, contra 892 de 2016 e 872 de 2015.

Apesar da baixa, o de 2017 foi um número relativamente elevado se for levado em conta que o número de mortos por atentados terroristas caiu para 3, em relação às dezenas dos dois anos anteriores.

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