Ex-prefeito que fugiu da Venezuela afirma que Maduro é um "genocida"

Lima, 25 jan (EFE).- O opositor venezuelano Antonio Ledezma criticou nesta quinta-feira que o presidente do seu país, Nicolás Maduro, pense em participar da Cúpula das Américas, que acontecerá em Lima nos próximos dias 13 e 14 de abril, e assegurou que o governante é um "genocida" que foi acusado no Tribunal Penal da Haia.

"Não entendo o que vem a fazer na Cúpula das Américas um genocida como Nicolás Maduro, que, além disso, está acusado de crimes de lesa-humanidade atualmente no Tribunal Penal da Haia. Já há um expediente muito bem documentado apresentado pela procuradora Luisa Ortega", declarou Ledezma à emissora de rádio "RPP Noticias".

Ledezma, que foi deputado, senador, vice-presidente do congresso, governador e prefeito de Caracas, chegou a Lima procedente de Santiago do Chile e anunciou que hoje se reunirá com o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski.

O opositor venezuelano afirmou ainda que no último dia 15 de janeiro o ex-policial rebelde Óscar Pérez foi vítima de um assassinato extrajudicial que constitui um crime de lesa-humanidade.

"A Venezuela faz parte do Estatuto de Roma. Este caso de justiçamento extrajudicial de Pérez foi transmitido ao vivo. Gente rendida, por ordens de Nicolás Maduro, foi fuzilada. Isso se encaixa no artigo 8 de crimes de guerra", argumentou.

Nesse sentido, Ledezma pediu que os países da América Latina apliquem sanções "personalizadas" contra o governo de Maduro, tal como fizeram a União Europeia (UE) e os Estados Unidos.

"Não se trata de mensagens de compaixão. Trata-se de solidariedade efetiva. Vou pedir ao presidente Kuczynski que a América Latina aplique sanções", acrescentou.

O ex-prefeito de Caracas assegurou também que na Venezuela opera uma "máfia" e que seu país está sob o jugo de grupos de narcotraficantes.

"Segundo o escritório de Viena das Nações Unidas, fica claro que 60% da cocaína que chega à Europa provém da Venezuela", comentou.

Ledezma permanecia em prisão domiciliar desde 2015, acusado de conspiração e associação criminosa, mas fugiu do seu país em 17 de novembro do ano passado através da fronteira com a Colômbia, de onde tomou um voo à Espanha e anunciou uma excursão internacional para denunciar o governo de Maduro.

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