Palestina mantém oposição à decisão de Trump sobre Jerusalém na ONU

Nações Unidas, 25 jan (EFE).- A Palestina afirmou nesta quinta-feira na ONU que não se amedrontará perante "ameaças, intimidação ou ações punitivas" e seguirá mantendo sua oposição à decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

"Não se pode colocar um preço aos direitos e à dignidade de nenhum povo", defendeu o embaixador palestino para as Nações Unidas, Riyad Mansur, em um discurso perante o Conselho de Segurança.

Ainda que não tenha mencionado diretamente, Mansur pareceu responder ao presidente americano, Donald Trump, que hoje acusou os dirigentes palestinos de terem faltado "com respeito" com seu vice-presidente, Mike Pence, por negarem recebê-lo.

"A nossa postura não pretende ser uma falta de respeito e não deveria ser traduzida dessa forma por ninguém", disse o diplomata.

Ao contrário, segundo Mansur, trata-se de uma posição "ancorada em um pleno respeito" da lei, da justiça e da igualdade, da Carta das Nações Unidas e do consenso internacional sobre os parâmetros de uma solução pacífica ao conflito palestino-israelense.

Trump, após se reunir hoje em Davos (Suíça) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Natanyahu, ameaçou suspender a ajuda aos palestinos mencionando a recusa a receber Pence durante a viagem que realizou recentemente à região.

Nos últimos dias, os Estados Unidos anunciaram o congelamento de parte dos fundos que previa contribuir neste ano à agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) e confirmou a intenção de mudar para Jerusalém a embaixada em Israel.

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