Solução de dois Estados perde apoio entre isralenses e palestinos

Jerusalém, 25 jan (EFE).- Menos da metade dos palestinos e israelenses judeus (46%) apoia a solução de dois Estados, uma opção que perde progressivamente respaldo, enquanto é amplamente apoiada pela minoria árabe-israelense, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira pela Universidade de Tel Aviv e o Centro Palestino de Pesquisa Política (PSR).

Só a minoria árabe de Israel, constituída sobretudo por israelenses de origem palestina, é favor (83%) desta opção como solução ao conflito.

Os resultados comparados mostram uma tendência decrescente, entre os israelenses desde 2016 e entre os palestinos desde em junho deste ano, quando 52% dos últimos se mostraram a favor desta opção.

Dos israelenses judeus entrevistados, 79% dos residentes em colônias de território ocupado rejeitam o plano, enquanto entre os palestinos, 44% dos entrevistados em Gaza o defendem frente aos 48% dos que vivem na Cisjordânia.

No entanto, quase a metade dos judeus israelenses e 60% dos palestinos acreditam que as colônias israelenses em território palestino se expandiram tanto, que a solução de dois Estados já não é viável.

"A falta de viabilidade percebida e a falta de confiança estão estreitamente relacionadas com a oposição ao plano" e os resultados também mostram uma queda na porcentagem de judeus e palestinos que pensam que "o outro lado quer a paz", segundo a análise dos centros de pesquisas.

Os resultados oferecem diferenças por afiliação política e religiosa.

As pequisas mostram que 67% dos simpatizantes do partido nacionalista Fatah, do presidente palestino Mahmoud Abbas, apoiam a solução de dois Estados, frente aos 30% dos filiados ao movimento islamita Hamas.

Por sua vez, 63% dos israelenses judeus se mostram favoráveis, enquanto os ultra-ortodoxos (21%) e os religiosos (23%) não contemplam esta opção.

A pesquisa, com uma margem de erro de três pontos percentuais, foi realizada com 1.270 palestinos de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Leste imediatamente após o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 6 de dezembro, o que reflete "o pessimismo" depois da declaração, segundo os centros de estudo.

As entrevistas aos israelenses, 900 adultos, foram realizadas antes e após a declaração.

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