Em Davos, Trump afirma que "EUA em primeiro" não quer dizer "EUA sozinhos"

Davos (Suíça), 26 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que está em Davos para defender e representar os interesses dos americanos, já que "sempre" colocará seu país "em primeiro", mas ressaltou que isso não quer dizer que deve ficar "sozinho".

"Estou aqui para representar os interesses dos americanos e para reafirmar a amizade e a cooperação dos EUA na hora de criar um mundo melhor", disse Trump no seu esperado discurso no Fórum Econômico Mundial.

"Como todas as nações neste Fórum, os EUA querem um futuro melhor para que todo o mundo possa prosperar e cada criança possa crescer sem violência, sem pobreza e sem medo", acrescentou.

No plano econômico, após anos de estancamento, disse que os EUA "uma vez mais experimentam um crescimento econômico forte e os mercados de valores batem um recorde após outro e somaram mais de US$ 7 trilhões à riqueza desde minha eleição".

A confiança dos consumidores, das empresas e das fábricas "estão nos níveis mais altos em décadas" e "criamos 2,4 milhões de empregos", completou Trump.

Além disso, comentou que otimismo das pequenas empresas se encontra em níveis recorde e as solicitações de desemprego nos mais baixos "em quase um século".

"O mundo está sendo testemunha do ressurgimento de um EUA forte e próspero e estou aqui para dar uma simples mensagem: Nunca houve um momento melhor para contratar, construir, investir e crescer nos Estados Unidos", garantiu.

"Os EUA estão abertos para o negócio e voltamos a ser competitivos", comentou o governante, que citou como exemplo sua redução fiscal, "a maior na história dos EUA", que alivia a classe média, as pequenas empresas e as grandes companhias.

Trump também destacou seus esforços para reduzir os regulamentos e assegurou aos empresários presentes no seu discurso em Davos que, por tudo isso, "agora é o momento perfeito para que os senhores levem suas empresas, seus empregos e seus investimentos aos EUA".

Nesse sentido, frisou que, como governante, "sempre colocarei os EUA em primeiro, da mesma forma que deveriam fazer os outros líderes com seus países", mas deixou claro que isto "não quer dizer os EUA sozinhos".

"Quando os EUA crescem, o mundo também cresce", argumentou.

No entanto, salientou que não permitirá que esse crescimento aconteça às custas do seu país.

"Trabalhamos em reformar o sistema comercial internacional para repartir a prosperidade compartilhada e premiar àqueles que jogam de acordo com as regras", afirmou.

"Não podemos ter um comércio livre e aberto se alguns países exploram o sistema às custas dos demais. Apoiamos o livre-comércio, mas este tem que ser justo e recíproco porque, no final, um comércio injusto prejudica a todos nós", declarou.

Trump advertiu então que "já não fechará os olhos perante práticas económicas injustas como o roubo em massa da propriedade intelectual, subsídios industriais e planejamentos estatais persuasivos".

"Estes e outros comportamentos depredadores distorcem o mercado global e prejudicam as empresas e os trabalhadores, não só nos EUA, mas no mundo todo", indicou.

Por fim, Trump defendeu que se faça cumprir as regras comerciais e se "restaure a integridade do sistema comercial", e disse estar disposto "a negociar acordos comerciais bilaterais que sejam mutuamente benéficos", o que prometeu que incluirá os países do Tratado Transpacífico (TPP) que os EUA abandonaram.

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