União Africana e ONU estudam sanções por conflito no Sudão do Sul

Adis Abeba, 28 jan (EFE).- O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, disse neste domingo que avaliará a opção de impor sanções pelas recentes violações do cessar-fogo pactuado no Sudão do Sul, uma proposta que o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que vai apoiar.

"Chegou o momento de impor sanções àqueles que dificultam a paz", considerou Mahamat na cúpula da União Africana em Adis Abeba, na Etiópia.

Durante a reunião, Guterres declarou à imprensa: "Sou um firme defensor das soluções africanas das instituições africanas diante dos problemas africanos. E no Sudão do Sul, apesar de a ONU ter seu próprio processo de tomada de decisões, os interesses estão alinhados com a União Africana e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento no leste da África (IGAD) e apoiaremos suas decisões".

Mahamat mostrou sua "incompreensão diante da violência insensível que as forças beligerantes infligem com uma crueldade indescritível a população, que não para de sofrer".

A cessação das hostilidades estipuladas em 21 de dezembro do ano passado fracassou um mês depois, quando a oposição sul-sudanesa acusou o exército de atacar várias das suas posições e as forças oficiais responsabilizaram os rebeldes de terem iniciado as agressões.

Em 24 de dezembro havia entrado em vigor o cessar-fogo estipulado em Adis Abeba entre o governo e as principais facções rebeldes sul-sudanesas, com a supervisão da IGAD.

Com esta pausa nos combates, a instituição pretendia ressuscitar o acordo de paz assinado pelo governo e a oposição em agosto de 2015, também em Adis Abeba, e deter a escalada da violência, que aumentou nos últimos meses em diferentes pontos do país.

Mas pouco depois de explodirem novos confrontos entre combatentes de ambos os lados na área de Diem Jalab, no estado de Bahr al Gazal Ocidental e em outras áreas de vários estados do país.

O conflito no Sudão do Sul explodiu em dezembro de 2013 entre as forças leais ao presidente, Salva Kiir, da etnia dinka, e os leais ao então vice-presidente, Riek Machar, da tribo nuer, que foi acusado de orquestrar um golpe de Estado contra o governante.

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