Confrontos entre antigos aliados deixam 9 combatentes mortos no Iêmen

Saná, 29 jan (EFE).- Pelo menos nove combatentes morreram nesta segunda-feira em enfrentamentos entre as forças governamentais e as milícias separatistas do sul, que eram antigos aliados, na cidade de Áden, no sul do Iêmen, informaram à Agência Efe fontes de segurança.

Nos confrontos de hoje morreram quatro membros das forças leais ao presidente do governo iemenita, Abd Rabbuh Mansur al Hadi, reconhecido internacionalmente, e outros cinco das milícias separatistas do sul, dirigidas pelo ex-governador de Áden, Eidarus al Zubeidi, perderam a vida.

Por outro lado, as fontes não puderam confirmar a cifra exata de feridos nos choques, que explodiram ontem.

Além disso, indicaram que ambas partes seguem trocando fogo com tanques perto de um quartel dos separatistas na montanha de Jadid, próximo ao bairro de Jur Mokasar, onde começaram os confrontos.

As forças governamentais e os separatistas combatiam lado a lado contra os rebeldes xiitas houthis, apoiados pelo Irã, que controlam a capital, Saná, e que expulsaram Hadi da cidade obrigando-lhe a exilar-se em Riad e estabelecer o governo provisório em Áden.

Ontem concluiu o ultimato dado por Al Zubeidi ao presidente Hadi para que reformasse o governo do primeiro-ministro, Ahmed Abid bin Daguer, se não queria que suas milícias levantassem as armas contra ele.

Hoje a coalizão árabe comandada pela Arábia Saudita pediu calma às facções iemenitas e para que concentrem todos os seus esforços para combater os rebeldes.

Os Emirados Árabes Unidos, integrante da aliança árabe, era responsável pelo financiamento e formação dessas milícias separatistas.

No sul do Iêmen há um movimento ativo para pedir a independência e formar seu próprio Estado, depois que o Iêmen do Sul desapareceu como tal em 1990 após a anexação com o Norte, o qual estaria formado pelas províncias de Áden, Lahech, Shebua, Al Dalea e Hadramut.

Além disso, no sul e no leste do Iêmen marcam presença grupos armados jihadistas, como Al Qaeda na Peninsula Arábica e o Estado Islâmico.

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