Grupo de legisladores apresenta novo plano migratório no Congresso dos EUA

Washington, 29 jan (EFE).- Um grupo bipartidário de 48 legisladores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos apresentará nesta segunda-feira uma nova proposta para resolver o problema migratório no país, apesar de a Casa Branca já ter delineado o seu plano, muito mais conservador do que o que vinha sendo discutido nos últimos meses no Senado.

O grupo, com igual presença de democratas e republicanos, pede que se inclua seu esquema de segurança fronteiriça no próximo acordo orçamentário de longo prazo que deve ser votado no Congresso, e que se busque um caminho para a cidadania aos jovens imigrantes irregulares que chegaram durante a infância nos EUA, conhecidos como "dreamers" ("sonhadores", em tradução livre).

O denominado "Caucus dos Solucionadores de Problemas" trabalhou há meses para encontrar uma solução para o programa DACA, promovido pelo ex-presidente Barack Obama e que protegia os "dreamers" da deportação, uma medida que o atual governante, Donald Trump, decidiu encerrar em 5 de março.

A proposta dos legisladores se assemelha à oferta planejada pelo conhecido "Grupo dos Seis", três senadores republicanos e três senadores democratas, cujo plano chegou a ser ouvido por Trump, mas acabou fracassando pelas pressões dos ultraconservadores dentro da Casa Branca.

No acordo, os "sonhadores" poderiam obter um caminho para a cidadania de 10 a 12 anos, sempre que não tenham antecedentes penais e paguem seus impostos.

Quanto à segurança fronteiriça, o projeto de lei dotaria com US$ 1,6 bilhão para a construção do muro com o México, e outros US$ 1,1 bilhão para outras questões de segurança fronteiriça como recursos tecnológicos.

Além disso, também financiaria as estradas de acesso fronteiriço e o pessoal da guarda, além de autorizar um estudo sobre a adição de tarifas para atividades relacionadas com o cruzamento da fronteira, e o montante arrecadado poderia depois ser gasto em mais segurança.

Para responder aos outros dois "pilares" exigidos pela Casa Branca, encerrar a loteria de vistos e reduzir a reagrupamento familiar, o projeto eliminaria a loteria, mas criaria um novo tipo de visto baseada no mérito para países subrepresentados com requisitos de educação, trabalho e idioma.

Assim como a proposta do "Grupo dos Seis", uma parte desses vistos também seria destinada inicialmente para permitir que os beneficiados pelo Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês) permaneçam nos Estados Unidos depois que a Administração Trump acabar com essas proteções.

O projeto de lei também evitaria que os pais que levaram ilegalmente seus filhos aos Estados Unidos sejam patrocinados pelos mesmos uma vez que estes se transformem em cidadãos, mas lhes concederia licenças de trabalho legais renováveis a cada três anos para permanecerem no país, ainda que sem acesso à cidadania.

O governo Trump apresentou na semana passada a sua própria proposta, que ofereceria um caminho para a cidadania para quase 2 milhões de imigrantes irregulares, mas que contém uma série de mudanças radicais em matéria migratória que foram duramente criticadas pelos democratas e por alguns republicanos moderados.

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