Social-democrata Viorica Dancila toma posse como primeira-ministra da Romênia

Bucareste, 29 jan (EFE).- A social-democrata Viorica Dancila tomou posse nesta segunda-feira como nova primeira-ministra da Romênia graças aos votos do Partido Social-Democrata (PSD) e seus parceiros de coalizão liberais.

Dancila conseguiu o voto favorável de 282 deputados, enquanto 136 votaram contra e um se absteve, o que transforma a até agora eurodeputada na primeira mulher a dirigir o governo do país balcânico.

"O objetivo do meu mandato é que a Romênia se encontre na primeira metade do ranking das economias da União Europeia (UE) em 2020, de maneira que os jovens não abandonem o país e aqueles que já foram embora desejem retornar", declarou Dancila no seu discurso de posse.

Para isso, a nova primeira-ministra pretende "aumentar os investimentos na modernização das infraestruturas e reformar a administração e reduzir a burocracia, bem como incrementar a renda da população".

Além disso, prometeu subir o salário mínimo líquido dos atuais 200 euros mensais até 300 euros em 2020, e salientou que não introduzirá nenhum imposto novo enquanto dirigir o Executivo.

Dancila é a terceira primeira-ministra da Romênia em menos de um ano, depois que o PSD forçou a renúncia dos seus dois chefes de governo anteriores, Sorin Grindeanu e Mihai Tudose, por desacordos com o líder social-democrata, Liviu Dragnea.

Dragnea não pode ser primeiro-ministro devido a uma inabilitação de dois anos por uma condenação por fraude eleitoral e a oposição lhe acusa de impulsionar iniciativas legislativas que pretendem entorpecer o trabalho da Procuradoria Anticorrupção.

As diferenças sobre essas iniciativas estariam por trás das saídas dos dois ex-chefes de governo.

Dancila, de 54 anos, fez uma alusão às advertências da Comissão Europeia pela falta de avanços na reforma judicial na Romênia e sua preocupação por uma recente lei que poderia limitar a independência dos juízes.

Essa polêmica normativa foi aprovada em dezembro do ano passado pelo parlamento, mas deve ser ainda promulgada pelo presidente romeno, Klaus Iohannis, que não confirmou sua posição.

"Enquanto for primeira-ministra, nenhuma instituição nem nenhum centro de poder poderá dizer mais ao governo o que tem que fazer", garantiu a nova chefe do governo.

Nas últimas semanas aconteceram várias manifestações massivas para exigir a renúncia do governo romeno por essas mudanças legislativas, enquanto a oposição reivindica a convocação de novas eleições.

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