Turquia detém 311 pessoas por criticar ofensiva em Afrin nas redes sociais

Istambul, 29 jan (EFE).- O Ministério do Interior da Turquia anunciou nesta segunda-feira que 311 pessoas foram detidas por criticar nas redes sociais a ofensiva militar no enclave curdo-sírio de Afrin, no noroeste da Síria.

Os detidos estão sendo acusados de fazer "propaganda" a favor do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda na Turquia, que Ancara considera uma organização terrorista vinculada à milícia curdo-síria Unidades de Proteção Popular (YPG), que combate em Afrin.

Os usuários foram detidos por compartilhar nas redes sociais conteúdo contrário à operação "Ramo de Oliveira", lançada no último dia 20 de janeiro pelo exército turco em Afrin, informou o jornal "Cumhuriyet".

O Ministério do Interior informou que detectou 571 contas em redes sociais que fazem "propaganda" de grupos terroristas, em alusão às milícias YPG e PKK.

O governo turco advertiu que não se permite nenhum protesto público contra a ofensiva e 13 pessoas já haviam sido detidas na semana passada em Istambul.

O governo de Ancara também emitiu um comunicado proibindo todo tipo de protesto ou concentração na cidade enquanto durar a operação militar turca no norte da Síria.

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