Artistas e ativistas sabotam discurso de Trump e o acusam de "supremacista"

Nova York, 30 (EFE).- Mark Ruffalo, Michael Moore e um punhado de estrelas de Hollywood realizaram um evento paralelo, na segunda-feira, criticando a "agenda supremacista branca" do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que fará um discurso nesta terça, sobre o Estado da União.

O ator e diretor Mark Ruffalo apresentou o evento em Nova York, batizado como "O Discurso Popular do Estado da União", e definiu a resistência, o nome pelo qual é conhecido os ativistas anti-Trump, como um "movimento da decência".

"Nossos olhos estão bem abertos, estamos bem acordados e vamos monitorar uns aos outros, provavelmente pela primeira vez em décadas", exclamou Ruffalo, pedindo para "proteger os direitos de todos os americanos, incluindo os 'sonhadores'", como são conhecidos os jovens indocumentados que chegaram ao país na infância.

A co-fundadora do United We Dream, Cristina Jiménez, elevou o tom ao acusar Trump de estar utilizando a crise dos "sonhadores" "para impulsionar uma proposta supremacista branca que perseguisse nossos pais, aos imigrantes afro-americanos e a ideia de que as famílias deveriam estar juntas".

As associações 'We Stand United', 'Move On' e 'Stand Up America' organizaram o ato, para o qual as entradas foram vendidas por US$ 47, e que surgiu como resposta ao discurso que Trump realizará hoje, em Washington.

O objetivo principal do autodenominado discurso "populista" é levar o movimento anti-Trump das ruas às urnas, e conseguir mais vitórias como a do Alabama, onde o democrata Doug Jones venceu o ultraconservador Roy Moore após mais de duas décadas de domínio republicano.

Uma das organizadoras da Marcha de Mulheres, a colombiana Paola Mendoza, informou que iniciarão uma excursão por 10 cidades nos estados em disputa para conseguir registrar um milhão de novos eleitores.

Ela lembrou que nas últimas eleições presidenciais, 14 milhões de latinos não foram às urnas. "Quatorze milhões de votos. Essa não é uma onda azul. Isso é um tsunami marrom!", exclamou a ativista.

Na mesma linha, o diretor de cinema Michael Moore disse que aqueles que não votam "não é que não sejam empáticos, é que eles estão bravos, não que sejam ignorantes, mas que foram ignorados" e afirmou que os oito milhões dos eleitores de Obama que apoiaram Trump "só queriam lançar uma bomba no sistema" e eles podiam "recuperar".

A atriz Cynthia Nixon, conhecida pelo seu papel de Miranda Hobbes em "Sex and the City", alertou que a "democracia está sendo atacada" e pediu "para mantê-la e lutar por ela".

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